O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua disposição em auxiliar na busca por uma resolução para o conflito na Ucrânia. A declaração ocorreu durante uma conversa telefônica de aproximadamente 90 minutos com o presidente russo, Vladimir Putin, no último sábado (4).
Contexto da Cúpula da OTAN
Segundo Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, a oferta de Trump foi feita no contexto de sua participação na próxima cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que acontecerá na Turquia. A conversa, descrita como “profissional e bastante construtiva” por Ushakov, abordou a persistente crise na Ucrânia.
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Diálogo com Liderança Ucraniana
Paralelamente, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou ter dialogado com Trump. A comunicação com ambos os líderes reforça a posição dos Estados Unidos em buscar ativamente uma saída diplomática para o prolongado conflito.
Posicionamento Russo e Acusações a Kiev
Ushakov reiterou que a Rússia almeja uma “resolução político-diplomática do conflito, levando em conta a abordagem fundamental da Rússia”. O assessor, no entanto, acusou Kiev e seus aliados europeus de “apostar no prolongamento e até mesmo na escalada do conflito, bem como no terrorismo contra civis”.
Essa acusação parece referir-se a ataques de longo alcance, supostamente realizados pela Ucrânia contra alvos russos, especialmente na indústria petrolífera, que teriam gerado escassez de combustível em diversas regiões da Rússia.
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Relatos do Campo de Batalha
De acordo com Ushakov, Putin apresentou a seu interlocutor uma visão da situação no campo de batalha, descrevendo um avanço confiante das forças russas e a liberação de localidades. A Rússia, na sexta-feira (3), havia anunciado a captura da cidade de Kostiantynivka, na região de Donetsk, um ponto estratégico no leste ucraniano.
Contudo, no sábado (4), o presidente Zelensky contestou essa informação, afirmando que as forças ucranianas ainda mantinham o controle da cidade, evidenciando a complexidade e a disputa de narrativas sobre o andamento do conflito.
Fonte: Kremlin
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