Um tribunal na província chinesa de Jiangsu proferiu, na última segunda-feira (6 de julho de 2026), a sentença de morte contra Yang Youlin, um político de 69 anos. O ex-funcionário municipal foi considerado culpado de receber mais de 2,2 bilhões de yuans, o equivalente a R$ 1,7 bilhão, em subornos ao longo de três décadas, entre 1993 e 2023.
Youlin ocupou diversas posições de destaque na administração pública de Nanquim, capital de Jiangsu. Além de corrupção, o tribunal o considerou culpado de peculato, apropriação indébita de fundos públicos, abuso de poder e lavagem de dinheiro.
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A mídia estatal chinesa relatou que Youlin utilizou sua influência para favorecer empresas e indivíduos na obtenção de contratos de engenharia, transferências de terras e financiamentos. Em troca, recebia vultosas quantias em dinheiro e bens de valor.
O montante desviado por Youlin figura entre os maiores já registrados em casos de corrupção envolvendo autoridades políticas na China nos últimos anos. A severidade da pena, aplicada a crimes de colarinho branco, tem se tornado mais comum em casos onde os valores ultrapassam a marca de 1 bilhão de yuans (aproximadamente R$ 750 milhões).
Colaboração não alivia pena
Apesar de ter colaborado com as autoridades, fornecendo informações sobre outros esquemas de corrupção, a cooperação de Youlin não foi suficiente para atenuar sua sentença. A justiça chinesa tem adotado uma postura rigorosa contra a corrupção de alto escalão.
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Histórico de condenações severas
Este não é um caso isolado na China. Nos últimos anos, outros políticos e empresários foram sentenciados à pena de morte por enriquecimento ilícito:
- Zhang Zhongsheng, ex-vice-prefeito de Luliang, foi condenado à morte em 2018 por aceitar 1,04 bilhão de yuans em subornos. Sua pena foi posteriormente convertida para prisão perpétua em 2021, após a recuperação dos bens e a revelação de outros casos de corrupção.
- Lai Xiaomin, ex-presidente da China Huarong Asset Management, foi executado em 2021. Ele foi condenado por subornos que somaram 1,79 bilhão de yuans.
- Bai Tianhui, executivo da mesma empresa, China Huarong Asset Management, foi executado em 2025 por receber mais de 1,1 bilhão de yuans em propinas.
- Li Jianping, ex-chefe do Partido Comunista da Zona de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Hohhot, foi executado em 2024. Seus crimes envolveram um montante total de 3 bilhões de yuans.
Esses casos demonstram a determinação do governo chinês em combater a corrupção, especialmente quando desvios de grande escala e abuso de poder público são comprovados.
Fonte: G1
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