Uma nova e intensa ofensiva russa varreu a capital ucraniana e sua região metropolitana nas primeiras horas desta segunda-feira, resultando em um saldo trágico de pelo menos 21 mortos e dezenas de feridos. O ataque, que ocorreu às vésperas da importante cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, na Turquia, jogou luz sobre as crescentes vulnerabilidades da defesa aérea da Ucrânia.
Falhas na interceptação de mísseis balísticos
Autoridades ucranianas relataram que a falta de mísseis interceptadores para os sistemas Patriot, fornecidos pelos Estados Unidos, foi um fator determinante para que nenhum dos mísseis balísticos disparados pela Rússia fosse neutralizado. Essa lacuna na capacidade de defesa representa um desafio significativo para Kiev, em um momento crucial de sua luta contra a invasão russa.
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Balanço de vítimas e danos materiais
Na capital, o chefe da Administração Militar de Kiev, Timur Tkachenko, informou que ao menos 15 pessoas morreram e 49 ficaram feridas. A região metropolitana de Kiev registrou outras seis vítimas fatais, segundo o ministro do Interior, Ihor Klymenko. O presidente Volodymyr Zelensky confirmou que mais 16 pessoas foram feridas fora da capital, elevando o total de feridos para pelo menos 65. Equipes de resgate continuam os esforços de busca sob os escombros de edifícios residenciais que foram atingidos diretamente.
Extensão do ataque e capacidades de defesa
A Força Aérea da Ucrânia detalhou que a Rússia lançou um total de 68 mísseis e 351 drones durante a madrugada, com Kiev como alvo principal. Embora o país tenha conseguido interceptar mísseis de cruzeiro e neutralizar centenas de drones, a defesa falhou contra 23 mísseis balísticos Iskander-M, seis mísseis de alta velocidade Zircon e Oniks. Dados preliminares indicam que cerca de 37 mísseis e 326 drones foram abatidos ou neutralizados com sucesso.
Contexto da Otan e o apelo por mais armamento
O porta-voz da Força Aérea Ucraniana, Yuriy Ihnat, atribuiu a eficácia limitada dos sistemas de defesa à escassez de mísseis para os sistemas Patriot. A situação se agrava com a proximidade da cúpula da Otan, onde a Ucrânia busca reafirmar seu compromisso com a aliança e, mais urgentemente, solicitar reforços em armamentos, especialmente os sistemas de defesa aérea mais avançados. A capacidade da Rússia de contornar parcialmente as defesas ucranianas levanta preocupações sobre a sustentabilidade da resistência de Kiev e a necessidade de um fornecimento contínuo e robusto de armamento ocidental. A cúpula da Otan, que se inicia em Ancara, deverá ser palco de intensas discussões sobre o futuro do apoio à Ucrânia e as estratégias para conter a agressão russa.
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Fonte: G1