O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (24) que o Irã, após recentes ataques liderados pelos EUA e Israel, se encontra sem lideranças estratégicas e que o país asiático teria concordado em abandonar permanentemente qualquer ambição de desenvolver armas nucleares.
As declarações foram feitas em um evento na Casa Branca, onde Trump indicou que há um diálogo em andamento com interlocutores considerados adequados em Teerã para alcançar um cessar-fogo. Segundo o líder americano, o Irã estaria buscando o fim das hostilidades devido ao esgotamento de suas capacidades militares.
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Pesquisa revela ceticismo interno sobre a ação militar
As afirmações de Trump surgem em um momento em que uma pesquisa Reuters/Ipsos aponta para uma diminuição no apoio público americano às ações militares contra o Irã. A aprovação a essas operações caiu de 40% para 36% entre os eleitores dos Estados Unidos.
O presidente também reiterou que a cúpula iraniana se comprometeu a “jamais desenvolver armas nucleares”. No entanto, o Irã tem negado veementemente qualquer negociação formal com Washington desde o início dos confrontos, em 28 de fevereiro.
Tensões aumentam com envio de tropas americanas
Trump aproveitou para criticar a cobertura da mídia americana, que, em sua visão, não reflete a suposta derrota completa do regime iraniano no campo de batalha, algo que ele alega estar ocorrendo.
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O Irã tem intensificado ataques contra alvos em Israel e em países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares americanas. Paralelamente, os Estados Unidos preparam o envio de milhares de soldados adicionais para o Oriente Médio, ampliando seu contingente militar na região, apesar das declarações de busca por negociações.
Reforço militar e incertezas diplomáticas
Fontes ligadas à Reuters, que optaram por manter o anonimato, informaram que as tropas em questão pertencem à 82ª Divisão Aerotransportada, uma unidade de elite sediada em Fort Bragg, na Carolina do Norte. O destino exato e a data de deslocamento dessas forças ainda não foram divulgados.
As autoridades consultadas não especificaram para onde no Oriente Médio as tropas seriam enviadas nem quando chegariam. Uma das fontes mencionou que ainda não há decisão sobre o envio de tropas para o próprio território iraniano, mas que o objetivo é reforçar a capacidade para futuras operações na região.
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O Pentágono encaminhou os pedidos de informação sobre o envio de tropas para a Casa Branca, que não emitiu resposta oficial até o fechamento desta reportagem. Este reforço se soma ao envio de milhares de fuzileiros navais e marinheiros, realizado na semana anterior, a bordo do navio de assalto anfíbio USS Boxer e outras embarcações de apoio.
Esses movimentos ocorrem um dia após Trump ter suspendido ameaças de bombardeio a instalações iranianas, alegando ter mantido conversas “produtivas” com o Irã, algo que o país persa negou.
Fonte: Reuters
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