Um homem de 28 anos foi preso em South Yorkshire, no Reino Unido, como suspeito de assassinar Ann Widdecombe, ex-ministra e figura proeminente do Partido Conservador e do movimento Brexit. A polícia de Devon e Cornwall confirmou a detenção neste sábado (11), descartando veementemente qualquer motivação política para o crime.
Contexto da Morte e Investigação Inicial
Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada sem vida em sua residência na zona rural de Haytor, sudoeste da Inglaterra, na quinta-feira (9). A descoberta foi feita por equipes de ambulância, que acionaram as autoridades. Segundo as investigações, o ataque teria ocorrido na quarta-feira (8), por volta das 11h30, horário local.
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Inicialmente, um homem de 26 anos havia sido detido na sexta-feira (10) sob suspeita do crime, mas foi liberado horas depois e não é mais considerado parte da investigação. A polícia informou que a unidade antiterrorismo foi consultada nas fases iniciais, mas não participa ativamente da apuração.
Perfil de Ann Widdecombe
Widdecombe teve uma longa carreira política, servindo como deputada pelo Partido Conservador de 1987 a 2010 e ocupando diversos cargos ministeriais de menor escalão no governo de John Major. Conhecida por suas posições conservadoras firmes, ela era abertamente contra o aborto e defendia políticas rigorosas no sistema prisional.
Após deixar o Parlamento, a ex-ministra ganhou popularidade em programas de televisão. Posteriormente, alinhou-se ao Partido do Brexit, de Nigel Farage, e atuou como deputada no Parlamento Europeu entre 2019 e 2020. Mais recentemente, era porta-voz de imigração do partido Reform UK.
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Repercussão e Próximos Passos
O vice-chefe da Polícia de Devon e Cornwall, Matt Longman, assegurou que a prioridade é identificar os responsáveis e examinar todas as evidências. Ele descreveu a investigação como estando em estágio inicial, mas avançando em ritmo significativo.
A notícia da morte de Widdecombe gerou homenagens de antigos colegas de partidos. O ex-primeiro-ministro Boris Johnson a descreveu em redes sociais como “uma heroína do Brexit e uma grande oradora”.
A prisão do novo suspeito representa um avanço crucial na investigação, que busca esclarecer as circunstâncias da morte da influente política britânica.
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Fonte: BBC News