Justiça de BH nega exame de insanidade mental para acusado de feminicídio da namorada

Justiça de BH nega exame de insanidade mental para acusado de feminicídio da namorada

A Justiça de Belo Horizonte negou o pedido da defesa de André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, para que ele fosse submetido a um exame de insanidade mental. André é o principal investigado pela morte de sua namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, cujo corpo foi encontrado em avançado estado de […]

Resumo

A Justiça de Belo Horizonte negou o pedido da defesa de André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, para que ele fosse submetido a um exame de insanidade mental. André é o principal investigado pela morte de sua namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, cujo corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição no apartamento do casal, no bairro Camargos, Região Oeste da capital.

Argumentos da Defesa e Decisão Judicial

Os advogados de André alegaram que o réu apresentava um quadro de desorganização psíquica, com isolamento social e falta de residência fixa, além de relatos de uso frequente de drogas psicotrópicas. Esses fatores, segundo a defesa, levantariam dúvidas sobre sua capacidade de discernimento no momento do crime.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Mais Chuva em BH? Previsão Indica Continuidade de Pancadas e Alerta de Tempestades para Domingo (8/3)

No entanto, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, considerou que não há, até o momento, uma “dúvida razoável” sobre a saúde mental do investigado que justifique a realização do exame. A magistrada ressaltou a ausência de prontuários médicos, documentação ou estudos sociais que comprovassem o alegado comprometimento.

A juíza fundamentou sua decisão afirmando que os elementos reunidos até agora indicam que André possuía plena capacidade de compreender o caráter criminoso de seus atos. A possibilidade de solicitar o exame novamente foi ressalvada, caso surjam novas evidências que a demandem.

Outros Pedidos da Defesa Indeferidos

Além do exame de insanidade mental, a defesa de André havia solicitado outras medidas investigativas, como exames toxicológicos na vítima e no acusado, perícias em medicamentos apreendidos, laudos de entomologia forense, levantamento fotográfico e reprodução simulada dos fatos. Estes pedidos também foram negados pela Justiça.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Camargos: Bairro distante do centro 'destrona' Barro Preto e se torna o mais valorizado de BH

A magistrada determinou que cabe à Polícia Civil, responsável pela investigação, avaliar a necessidade e a pertinência de cada diligência. A atuação da Polícia Civil em Belo Horizonte é crucial para o andamento de casos complexos como este, buscando sempre a elucidação completa dos fatos.

Relembre o Caso em BH

André foi preso em 21 de julho, após confessar à Polícia Civil que estrangulou Stifanie durante uma discussão. O crime teria ocorrido quatro dias antes, no apartamento onde o casal residia, no bairro Camargos.

Após o assassinato, o acusado permaneceu no imóvel com o corpo da vítima, que foi encontrado enrolado em cobertores e em avançado estado de decomposição. Vizinhos, intrigados com o desaparecimento de Stifanie, acionaram as autoridades após conseguirem avistar o corpo pela janela.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Hungria estreia bloco de Carnaval em BH com trio elétrico e repertório especial para a folia

Ainda segundo a investigação, André teria utilizado o celular de Stifanie para simular conversas com uma amiga da vítima, a fim de despistar a suspeita sobre sua morte. A prisão preventiva do investigado foi decretada em 23 de julho, e ele permanece detido.

O feminicídio chocou os moradores da Região Oeste de Belo Horizonte, evidenciando a necessidade de atenção a casos de violência doméstica e de apoio às vítimas na capital mineira.

Fonte: Estado de Minas

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!