Farras e Caronas: Defesa de Políticos em Caso Banco Master Apela para Relações Sociais e Ausência de Troca

Farras e Caronas: Defesa de Políticos em Caso Banco Master Apela para Relações Sociais e Ausência de Troca

O senador Jaques Wagner (PT-BA) expressou indignação com a operação da Polícia Federal que trouxe à tona sua relação com o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, figura central nas investigações do caso Banco Master. Wagner classificou a ação policial como uma “patacoada” com o intuito de prejudicá-lo, defendendo que a criminalização de relacionamentos […]

Resumo

O senador Jaques Wagner (PT-BA) expressou indignação com a operação da Polícia Federal que trouxe à tona sua relação com o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, figura central nas investigações do caso Banco Master.

Wagner classificou a ação policial como uma “patacoada” com o intuito de prejudicá-lo, defendendo que a criminalização de relacionamentos sociais é indevida.

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“Fica-se criminalizando qualquer tipo de relacionamento. Óbvio que de vez em quando eu pego carona. O que a polícia tem que comprovar, e não vai, é a relação de troca”, declarou o senador à imprensa.

Acusações de Benefícios e Reembolso

A investigação aponta que, além de oferecer caronas aéreas, Lima teria adquirido um apartamento de R$ 2,5 milhões para a filha de Wagner. O senador afirmou que pretendia reembolsar o empresário.

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“Eu sei que é nebuloso, que todo mundo vai… mas objetivamente, está no meu nome?”, questionou, adicionando que “o caminho dos corruptos não é esse de fazer um sexo explícito”.

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Wagner também confirmou ter solicitado ingressos para um show de Taylor Swift nos Estados Unidos para sua neta, com bilhetes de camarote avaliados em R$ 63 mil.

“Estão achando que ele me comprou porque arrumou dois ingressos. Eu poderia pedir coisa mais importante, né?”, ponderou.

Linhas de Defesa de Outros Políticos

Outros políticos mencionados na investigação adotaram estratégias de defesa semelhantes, focando na natureza informal das relações e na ausência de pedidos em troca de favores.

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O deputado Hugo Motta admitiu ter viajado em jatinho de Vorcaro para Portugal, onde participou de um evento relacionado ao ministro Gilmar Mendes.

“Não vejo também problema nenhum. Ele não me pediu nada em troca”, afirmou Motta.

Presidente da Câmara e Financiamento de Filme

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, também foi citado em viagens com despesas elevadas ligadas ao empresário em Nova York.

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Segundo a Polícia Federal, Lira teria ainda solicitado um empréstimo de R$ 22 milhões para uma empresa de sua família.

Questionado, Lira sustentou que a operação ocorreu “dentro da legalidade”.

O senador Flávio Bolsonaro negou irregularidades após informações sobre um pedido de R$ 61 milhões ao empresário para o financiamento de um filme sobre seu pai.

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“Não tem absolutamente nada de errado”, disse.

O senador Ciro Nogueira, por sua vez, optou por não comentar o caso publicamente, afirmando por meio de sua assessoria que “não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada”.

Fonte: Folha de S.Paulo, Globo

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