Lula no G7: Entre farpas com Trump e negociações com UE marcam participação brasileira

Lula no G7: Entre farpas com Trump e negociações com UE marcam participação brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu sua décima participação na cúpula do G7, grupo das sete maiores economias industrializadas do mundo, onde o Brasil esteve presente como convidado. O evento, realizado na França, foi palco de importantes interações diplomáticas e também de divergências notáveis. Divergências com Trump marcam o G7 A relação […]

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu sua décima participação na cúpula do G7, grupo das sete maiores economias industrializadas do mundo, onde o Brasil esteve presente como convidado. O evento, realizado na França, foi palco de importantes interações diplomáticas e também de divergências notáveis.

Divergências com Trump marcam o G7

A relação entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi um dos pontos de maior atenção. Apesar de um breve encontro cordial nos corredores do evento, onde Trump elogiou o trabalho de Lula, as coletivas de imprensa posteriores revelaram trocas de farpas.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Trump classificou o Brasil como “perigoso do ponto de vista político”, fazendo referência equivocada à condenação de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula, por sua vez, rebateu, afirmando que, embora Trump tenha o direito de gostar de Bolsonaro, não deve interferir nas eleições brasileiras.

Leia também:  EUA criticam Pix, etanol e corrupção no Brasil e ameaçam com tarifas de 25%

A tensão entre os dois líderes também se estende a questões comerciais, com a possibilidade de novas tarifas de importação por parte dos EUA sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro, no entanto, mantém as negociações em curso por meio de canais diplomáticos.

Avanços na relação com a União Europeia

A participação de Lula no G7 também foi marcada por reuniões estratégicas com líderes da União Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, discutiram a recente proibição da UE à importação de carnes, peixes e mel brasileiros.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Embora o veto não tenha sido suspenso imediatamente, ficou estabelecido um acompanhamento mais próximo das negociações sobre padrões fitossanitários. O objetivo é agilizar o processo com uma abordagem mais política, além do diálogo técnico.

Outro ponto de avanço foi a sinalização para um acompanhamento similar nas tratativas sobre exportação de produtos siderúrgicos, área onde o bloco europeu já havia anunciado o aumento de tarifas.

Leia também:  Flávio Bolsonaro rebate vídeo do PT que o liga ao Caso Master e acusa governo Lula

Diálogo com a Ucrânia e a busca pela paz

Lula também teve um encontro produtivo com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O líder brasileiro relatou ter sentido Zelensky mais receptivo à busca por soluções para o conflito com a Rússia, oferecendo o apoio do Brasil para o que for possível.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Lula reforçou a importância da atuação mais efetiva dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para o fim da guerra, comprometendo-se a contatar China, Rússia, EUA, França e Reino Unido para incentivar uma resolução.

Posicionamento do Brasil e o saldo diplomático

A participação brasileira no G7 foi evidenciada pela adesão a apenas três das oito declarações conjuntas propostas aos países convidados. Os textos endossados pelo Brasil tratavam do combate ao câncer, segurança digital para crianças e adolescentes, e o combate ao tráfico de drogas.

Leia também:  Eduardo Bolsonaro nega contrapartida a doações para filme sobre o pai e diz viver de 'renda passiva' nos EUA

Declarações sobre desequilíbrios macroeconômicos, combate ao ebola, minerais críticos, desenvolvimento e contrabando de migrantes não foram assinadas pelo Brasil. Uma fonte diplomática brasileira apontou que essa seletividade reflete uma dissonância entre as prioridades do Brasil e as pautas do G7 em diversos temas.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Lula criticou a dinâmica do G7, comparando-a a um “samba de uma nota só”, onde os documentos já são aprovados antes da chegada dos convidados. Ele também reiterou que o Brasil não pretende se envolver na disputa comercial entre EUA/UE e China, defendendo a parceria com países do Sul Global e o investimento chinês em desenvolvimento.

Acordo com o Japão em vista

À margem da cúpula, o Brasil e o Japão anunciaram o lançamento formal das negociações para um acordo de parceria econômica entre o Mercosul e o Japão. A iniciativa visa diversificar o comércio japonês e fortalecer a inserção do bloco sul-americano no cenário internacional.

Fonte: BBC Brasil

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!