O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou veementemente qualquer contrapartida em relação às doações feitas pelo banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, documentário sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo.
Investigação da PF
Durante uma transmissão ao vivo neste domingo (17), Eduardo questionou qual seria a contrapartida oferecida em troca do apoio financeiro, afirmando que o máximo que o doador poderia receber era “exposição para ser perseguido”. A declaração surge em meio a investigações da Polícia Federal que apuram supostos acertos financeiros entre Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo e pré-candidato à Presidência.
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As investigações da PF buscam esclarecer se os recursos repassados por Vorcaro, que incluem valores negociados para bancar a produção do filme, podem ter sido desviados. Uma das linhas de apuração aponta para a possibilidade de recursos terem sido direcionados a um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, ligado a Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de custear sua permanência no país após o bloqueio de suas contas pelo STF.
Defesa e alegações de Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro negou receber fundos do “Hevangate”, mas admitiu ter contratado um advogado ligado ao fundo para tratar de questões migratórias e financeiras. Ele reiterou ter investido US$ 50 mil na fase inicial do filme, garantindo um contrato provisório como produtor-executivo, mas negou ter controle financeiro ou ser diretor da produção.
O ex-deputado afirmou que não possui qualquer relação com Daniel Vorcaro e nunca conversou com o dono do Banco Master. Ele declarou que se sustenta nos Estados Unidos com “renda passiva”, mencionando ter recebido R$ 2 milhões de uma campanha via Pix de seu pai, Jair Bolsonaro. Eduardo ressaltou que não deve satisfações sobre recursos privados e não detalhou a origem dos US$ 50 mil investidos no filme.
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Candidatura de Flávio Bolsonaro e orçamento do filme
Apesar da crise que envolve o nome de Flávio Bolsonaro, Eduardo defendeu a manutenção da candidatura presidencial de seu irmão. Ele argumentou que Flávio é o único capaz de competir com o ex-presidente Lula nas próximas eleições. Sobre o filme, Eduardo classificou o orçamento como “barato” para os padrões de Hollywood, sem, contudo, revelar o valor total da produção.
Fonte: R7