Zema em xeque em Minas: PL pressiona por desistência e ameaça lançar candidato próprio ao Planalto

Zema em xeque em Minas: PL pressiona por desistência e ameaça lançar candidato próprio ao Planalto

A caminhada do governador Romeu Zema (Novo) rumo à Presidência da República enfrenta obstáculos significativos, especialmente em seu reduto eleitoral, Minas Gerais. Pesquisas recentes apontam um desempenho aquém do esperado no estado, levantando questionamentos sobre a viabilidade de sua candidatura nacional e intensificando a pressão de aliados, como o Partido Liberal (PL), para que ele […]

Resumo

A caminhada do governador Romeu Zema (Novo) rumo à Presidência da República enfrenta obstáculos significativos, especialmente em seu reduto eleitoral, Minas Gerais. Pesquisas recentes apontam um desempenho aquém do esperado no estado, levantando questionamentos sobre a viabilidade de sua candidatura nacional e intensificando a pressão de aliados, como o Partido Liberal (PL), para que ele desista da disputa.

Desempenho Fraco em Casa

Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, Zema figura com apenas 11% das intenções de voto no primeiro turno presidencial, segundo levantamento da Genial/Quaest. O número o coloca consideravelmente atrás de nomes como o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 27%, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera com 32%.

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A situação contrasta com a de outros governadores que também almejam o Palácio do Planalto. Ronaldo Caiado (PSD), por exemplo, lidera as pesquisas em Goiás, superando Lula e disputando a ponta com Flávio Bolsonaro, evidenciando um desafio de projeção nacional para Zema.

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Pressão do PL e Cenário Mineiro Complexo

O cenário em Minas Gerais se agrava com a postura do PL local. O presidente estadual do partido, Domingos Sávio, condicionou o apoio liberal à candidatura de Mateus Simões (PSD) – sucessor de Zema no governo mineiro – à desistência do governador da disputa presidencial. “Se o governador Zema entender que pode apoiar no primeiro turno o Flávio Bolsonaro, a equação está resolvida”, declarou Sávio, em entrevista à rádio Bandnews.

A articulação do PL em Minas Gerais inclui a possibilidade de apoiar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas para o governo do estado, ou lançar candidato próprio, com Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, sendo um nome cotado. Uma reunião da cúpula do PL mineiro com Flávio Bolsonaro nesta semana buscou alinhar a estratégia, com um novo encontro agendado para a próxima terça-feira, 12, com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira.

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Desconhecimento Nacional e Estratégias de Zema

O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, aponta que a “baixa largada” em Minas é um dos principais calcanhares de Aquiles de Zema. “Para uma candidatura que tenta se apresentar como alternativa nacional, é muito difícil não demonstrar força expressiva no próprio estado”, avalia Nunes.

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O desconhecimento do eleitorado em outras regiões do país também é um obstáculo. No Nordeste, mais de 70% dos eleitores em estados como Bahia, Pernambuco e Ceará não conhecem o governador mineiro. Mesmo em São Paulo e Rio de Janeiro, o índice de desconhecimento ultrapassa os 50%.

Em resposta, Zema tem intensificado viagens pelo país, focado em aumentar sua visibilidade e viralizar nas redes sociais. Sua estratégia inclui o aumento das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), buscando se destacar no debate público e atrair eleitores insatisfeitos com a polarização nacional entre Lula e Bolsonaro.

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Sucessor de Zema em Dificuldade

A situação de Zema em Minas Gerais reflete diretamente na campanha de seu sucessor, o atual governador Mateus Simões (PSD). Simões também não decolou nas pesquisas, variando entre 3% e 5% das intenções de voto para o governo estadual. O vice-governador minimizou os números, destacando que a maioria dos eleitores ainda não decidiu seu voto, mas reconhece que a desistência de Zema da disputa presidencial poderia ser benéfica para a unificação da direita no estado.

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“Jamais pediria ao ex-governador Romeu Zema que faça isso. Se ele decidir pela unificação das candidaturas, obviamente, será positivo para a solução em Minas, mas o tema Brasil é maior do que isso”, afirmou Simões, indicando que a decisão final sobre a candidatura presidencial de Zema reside no próprio governador.

Apesar dos desafios, Simões aposta na proximidade das eleições estaduais para consolidar sua candidatura, argumentando que a partir de agosto os eleitores passarão a dedicar mais atenção à disputa pelo governo de Minas Gerais. O foco agora é “trabalhar” para convencer o eleitorado a dar continuidade à atual gestão.

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Fonte: G1

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