STF barra venda de terreno de R$ 15 milhões de Jaques Wagner em operação da PF

STF barra venda de terreno de R$ 15 milhões de Jaques Wagner em operação da PF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio da venda de um terreno de R$ 15 milhões pertencente ao senador Jaques Wagner (PT-BA). A medida faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 18 de junho passado, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco […]

Resumo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio da venda de um terreno de R$ 15 milhões pertencente ao senador Jaques Wagner (PT-BA). A medida faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 18 de junho passado, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.

A decisão de Mendonça, relator do caso, visa a impedir movimentações financeiras e patrimoniais dos investigados. A interrupção da transferência do terreno, que já estava em negociação, foi confirmada pela imprensa e atende a ordens restritivas expedidas pelo STF.

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A defesa de Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que a negociação do imóvel foi iniciada antes mesmo da deflagração da operação policial. Segundo os advogados do senador, o contrato para a venda do terreno foi firmado em 2024, com formalização prevista para 2025, e todos os pagamentos e impostos foram devidamente declarados.

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O terreno em questão foi negociado com a empresa Lagoons Empreendimentos, cujo sócio é o Grupo City, responsável pela gestão do Esporte Clube Bahia. O valor total da transação seria de R$ 15 milhões, com R$ 2 milhões pagos antecipadamente e os R$ 13 milhões restantes em permuta por lotes de um futuro empreendimento.

Negociação anterior à investigação, diz defesa

De acordo com a defesa de Jaques Wagner, o processo de aquisição do imóvel pela Lagoons Empreendimentos teve início em 2024, com a compra de terrenos de diferentes proprietários para a implantação de um novo empreendimento. A empresa, por sua vez, assegura que todas as aquisições seguiram critérios de mercado, foram validadas por consultorias independentes e passaram por diligências prévias, sem apontar restrições.

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A Lagoons Empreendimentos informou que a aquisição formal do terreno ocorreu em maio de 2025 e que o imóvel representa uma pequena parte da área destinada a um projeto anexo ao centro de treinamento do Esporte Clube Bahia, localizado em Camaçari (BA).

O projeto do empreendimento foi anunciado em outubro do ano passado pelo CEO do Grupo City, Ferran Soriano, e o início das obras foi divulgado em fevereiro deste ano, com a presença do senador Jaques Wagner.

Bloqueio e apreensões na Operação Compliance Zero

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, que atingiu Jaques Wagner, cumpre ordens de busca e apreensão e restrições a atividades econômicas. Além da venda do terreno, o senador teve relógios apreendidos e valores em contas bloqueados.

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A PF investiga a suspeita de que Wagner teria atuado em favor de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. O senador nega as acusações.

A operação também encontrou em endereços ligados a Wagner US$ 55 mil e 33 mil euros, equivalentes a cerca de R$ 471 mil na cotação atual. A descoberta de valores em espécie e a investigação sobre a venda do terreno ocorrem em um contexto em que o senador se afastou do cargo de líder do governo Lula no Senado.

Fonte: Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo

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