PT aposta em "escândalo pluripartidário" para diluir impacto do Banco Master e foca em tarifas contra EUA

PT aposta em “escândalo pluripartidário” para diluir impacto do Banco Master e foca em tarifas contra EUA

O Partido dos Trabalhadores (PT) aposta em uma estratégia de defesa para o caso envolvendo o senador Jacques Wagner e o Banco Master. A avaliação interna é que o escândalo tem potencial para ser pluripartidário, o que diluiria o impacto negativo sobre a imagem do partido e do ex-presidente Lula. A meta é evitar que […]

Resumo

O Partido dos Trabalhadores (PT) aposta em uma estratégia de defesa para o caso envolvendo o senador Jacques Wagner e o Banco Master. A avaliação interna é que o escândalo tem potencial para ser pluripartidário, o que diluiria o impacto negativo sobre a imagem do partido e do ex-presidente Lula. A meta é evitar que a investigação sequestre o noticiário político.

Paralelamente, a legenda concentra esforços em outra frente: a questão das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A estratégia do governo Lula, neste caso, tem sido a de focar no “tarifaço”, buscando mitigar os efeitos econômicos negativos para o país.

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Preservando o Palanque de Lula na Bahia

Uma das preocupações centrais do PT é preservar o palanque de Lula na Bahia, um estado considerado reduto eleitoral petista. Além disso, a legenda busca evitar um clima de constrangimento na convenção do PT baiano, marcada para o dia 1º de agosto, onde a presença de Wagner é esperada.

O senador baiano é apontado como autor da chamada “Emenda Master”, dispositivo que teria beneficiado os negócios de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Entre a batida da Polícia Federal na residência de Wagner e o seu eventual depoimento, haverá um hiato de aproximadamente dois meses e meio. Este período é considerado longo e potencialmente prejudicial em investigações deste tipo.

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Governo Lula Rejeita Tarifas Retaliatórias Globais

A ideia de aplicar tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, defendida por alguns setores do governo Lula e do próprio PT, foi amplamente rejeitada por outros países. Apenas a China, com sua força econômica capaz de confrontar os EUA, e o Canadá, vizinho americano que sofreu novas tarifas sob o governo Donald Trump, mantêm sanções em retaliação à taxação americana.

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Outras nações e blocos econômicos, como a União Europeia, Índia, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul e México, optaram por negociações ou desistiram da ideia de retaliação. Na União Europeia, por exemplo, ameaças de tarifas foram feitas, mas prevaleceu a negociação com os EUA. A Índia chegou a considerar a retaliação, mas recuou após tratativas.

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Brasil Torna-se o Segundo País Mais Taxado pelos EUA

A nova rodada de tarifas de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos canadenses foi classificada pelo governo americano como “reciprocidade”. No Brasil, o tarifaço de 25% sobre produtos que entram nos EUA, em vigor desde esta quarta-feira (22), coloca o país como o segundo mais taxado pelos americanos, atrás apenas da China.

O advogado Leandro Marmo alerta que mesmo produtos inicialmente isentos podem ser afetados indiretamente. O aumento nos custos de insumos importados e a consequente perda de competitividade para o agronegócio brasileiro são preocupações apontadas.

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Cenário Eleitoral e Movimentações Partidárias

Em meio a essas questões, o cenário eleitoral segue aquecido. Uma nova pesquisa nacional do Datafolha para presidente será divulgada nesta sexta-feira (24), a primeira após o anúncio do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, sobre a premiação do instituto que mais acertar as projeções.

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, volta a gerar polêmica com declarações. Desta vez, afirmou que Flávio Bolsonaro “não estava preparado para ser candidato” quando foi escolhido pelo pai. Enquanto isso, a pré-campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) mapeia prefeitos que estiveram com Fernando Haddad (PT) e expressaram insatisfação com o governador de São Paulo.

Michelle Bolsonaro ainda não confirmou presença na convenção nacional do PL, que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. No partido, a expectativa é de que sua participação seja “improvável”.

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Em outro desdobramento, a Polícia Federal decidiu demitir Eduardo Bolsonaro por “abandono de cargo”, menos de 24 horas após o governo dos EUA conceder a ele residência permanente (green card). Uma pesquisa Realtime Bigdata divulgada nesta terça-feira (21) aponta Ronaldo Caiado (PSD) como o único candidato numericamente à frente de Lula em um eventual segundo turno.

Fonte: g1.globo.com

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