A irmã do senador americano Lindsey Graham, Darline Graham Nordone, assumirá temporariamente a cadeira de seu falecido irmão no Senado dos Estados Unidos. A nomeação foi feita pelo governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, em cumprimento à legislação estadual, que prevê que o governador escolha o substituto em caso de morte de um senador.
Nordone ocupará o cargo até 3 de janeiro, quando se encerraria o mandato atual de Graham. Ela se torna a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado e era a parente mais próxima de Graham, que não era casado nem tinha filhos.
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O senador Lindsey Graham, figura proeminente no Partido Republicano e um dos principais conselheiros de Donald Trump em política externa, faleceu subitamente no sábado (11), aos 71 anos. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada, mas relatos indicam que ele sofreu uma parada cardíaca em sua residência em Washington D.C.
Carreira e Legado Político
Eleito para o Senado em 2002, Graham construiu uma carreira política de mais de três décadas, iniciada como deputado estadual. Sua trajetória incluiu passagens pela Justiça Militar e pela Justiça comum antes de ingressar na vida pública.
Graham era conhecido por sua defesa consistente de uma política externa intervencionista e pelo fortalecimento da defesa nacional dos Estados Unidos. Ele integrou a delegação que visitou Kiev na semana anterior à sua morte e anunciava um acordo para novas sanções contra a Rússia.
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Sua carreira ganhou projeção nacional em 1999, ao participar da comissão da Câmara dos Representantes que aprovou o processo de impeachment do então presidente Bill Clinton. Em 2016, Graham concorreu à indicação republicana para a Presidência, mas foi derrotado por Donald Trump.
Relação com Donald Trump
A relação entre Graham e Trump teve um início conturbado. O senador chegou a criticar duramente o então empresário, considerando-o “inapto para o cargo”. No entanto, após a vitória de Trump em 2016, Graham se tornou um de seus mais leais aliados, frequentando sua companhia em partidas de golfe e defendendo suas políticas.
Essa mudança de postura contrastou com a de seu amigo de longa data, o senador John McCain, que permaneceu crítico a Trump. Graham justificou sua aproximação afirmando que era preciso “seguir em frente” após as eleições e que havia a “obrigação” de apoiar o presidente.
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Repercussão e Transparência
A morte de Graham gerou comoção no cenário político americano e internacional. Donald Trump lamentou a perda, descrevendo o senador como “uma das melhores pessoas” e um “verdadeiro patriota americano”. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou profunda tristeza, chamando Graham de “verdadeiro defensor da liberdade”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, destacou Graham como “um grande amigo de Israel” e “um amigo querido”.
A nota divulgada pelo gabinete de Graham, que não detalhou a causa da morte, ocorre em um contexto de preocupação crescente nos EUA quanto à falta de transparência sobre a saúde de parlamentares. Casos recentes de afastamentos sem explicação e hospitalizações de congressistas têm levantado debates sobre a divulgação de informações médicas.
Fonte: G1
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