Um caso chocante que abalou o interior de Minas Gerais chegou a uma conclusão judicial nesta semana. Magno Gomes de Oliveira foi condenado a 40 anos e 2 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Inhapim. Ele é acusado de assassinar Alair Rocha da Silva, de 41 anos, com golpes de enxada em uma lavoura de café na zona rural de São Domingos das Dores, em maio de 2025.
O plano macabro para despistar a polícia
Após cometer o crime, o condenado teria ateado fogo ao corpo da vítima, jogando álcool sobre ele. Em uma tentativa de simular sua própria morte e escapar das investigações, Magno de Oliveira teria deixado seus documentos pessoais próximos ao cadáver em chamas. A intenção era fazer com que a polícia acreditasse que ele era a vítima.
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Crimes reconhecidos pelo júri
O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Magno de Oliveira pelos crimes de homicídio qualificado, incêndio, fraude processual, desrespeito ao cadáver e ocultação de cadáver. A pena, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, reflete a gravidade dos atos cometidos.
Descoberta do corpo e início das investigações
O corpo de Alair Rocha da Silva foi encontrado carbonizado perto de uma lavoura de café no Córrego dos Tibúrcios, em São Domingos das Dores, no dia 12 de maio de 2025, por um morador local que acionou a Polícia Militar. Na cena do crime, peritos encontraram uma enxada com vestígios de sangue e uma garrafa de álcool.
Rivalidade e discussão antes do crime
Segundo relatos da Polícia Militar, a vítima e o suspeito trabalhavam temporariamente em uma fazenda na região e compartilhavam um alojamento. Testemunhas informaram que os dois foram vistos consumindo bebida alcoólica e discutindo em um pesque-pague horas antes do assassinato. A investigação apontou que Alair foi morto com golpes de enxada na cabeça.
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Mutilação e ocultação do corpo
As investigações do Ministério Público revelaram que, após o assassinato, o corpo de Alair foi mutilado para facilitar o transporte e a ocultação. Um braço e uma perna teriam sido cortados. Em seguida, o corpo foi queimado, escondido em meio à plantação de café e coberto com lona e panos usados na colheita, numa tentativa de dificultar a identificação.
A descoberta da farsa e a prisão
Inicialmente, os documentos deixados no local criaram uma falsa identidade para a vítima. Contudo, a análise de câmeras de segurança, depoimentos de moradores e o avanço das investigações policiais desvendaram a fraude. Descobriu-se que o homem dado como morto estava vivo e havia fugido. Magno Gomes de Oliveira foi preso em 2 de julho de 2025, no estado de São Paulo, após um pedido do Ministério Público e investigação da Polícia Civil mineira. O Ministério Público ofereceu denúncia contra ele em 10 de julho de 2025.
Linha do tempo do caso
11 de maio de 2025: Alair Rocha da Silva é morto em lavoura de café em São Domingos das Dores.
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12 de maio de 2025: Corpo carbonizado é encontrado; documentos levam a falsa identificação.
Maio de 2025: Investigações apontam que o suposto morto estava vivo e fugiu.
2 de julho de 2025: Suspeito é preso em São Paulo.
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10 de julho de 2025: MP denuncia o homem por múltiplos crimes.
11 de maio de 2026: Júri condena o réu a mais de 40 anos de prisão.
Fonte: G1