O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira (12) que a Rússia implantará seu novo míssil nuclear estratégico Sarmat até o final de 2023. Putin descreveu o míssil como o “mais poderoso do mundo”, com capacidade de atingir alvos a mais de 35.000 km de distância e de penetrar todos os sistemas de defesa antimísseis existentes e futuros.
Capacidades e Alcance do Sarmat
O Sarmat, projetado para lançar ogivas nucleares em longas distâncias, incluindo alvos nos Estados Unidos e na Europa, representa um avanço significativo no programa de modernização militar russo. Segundo Putin, o rendimento da ogiva do Sarmat é superior a quatro vezes o de qualquer equivalente ocidental.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Ceticismo e Histórico de Testes
Apesar das declarações otimistas do Kremlin, analistas de segurança ocidentais demonstram ceticismo em relação às capacidades afirmadas por Putin. Eles apontam que o programa do Sarmat já enfrentou contratempos e atrasos, com falhas registradas em testes anteriores. Um teste em setembro de 2024, por exemplo, teria deixado uma cratera profunda no silo de lançamento, segundo especialistas ocidentais.
Reforço da Dissuasão Estratégica Russa
Sergei Karakayev, comandante das forças de mísseis estratégicos da Rússia, relatou a Putin um lançamento de teste bem-sucedido do Sarmat, enfatizando que a implantação aumentará significativamente as capacidades de combate das forças nucleares estratégicas terrestres. O objetivo é garantir a destruição de alvos e fortalecer a dissuasão estratégica do país.
Contexto Geopolítico e Ameaças Nucleares
Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, Putin tem reiteradamente evocado o poderio nuclear russo em declarações que o Ocidente interpreta como tentativas de dissuadir intervenções externas em favor da Ucrânia. A implantação do Sarmat se insere nesse contexto de tensões geopolíticas elevadas e retórica nuclear.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Fonte: R7