Lula admite dificuldade em Minas e PT fica à deriva após resistência de Pacheco à candidatura

Lula admite dificuldade em Minas e PT fica à deriva após resistência de Pacheco à candidatura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a admitir a interlocutores a complexidade em consolidar uma candidatura ao governo de Minas Gerais, diante da persistente resistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em concorrer nas eleições deste ano. A situação tem gerado um cenário de paralisia política para o PT no estado, que apostou […]

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a admitir a interlocutores a complexidade em consolidar uma candidatura ao governo de Minas Gerais, diante da persistente resistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em concorrer nas eleições deste ano.

A situação tem gerado um cenário de paralisia política para o PT no estado, que apostou por meses no senador como principal nome para a disputa estadual.

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A deterioração do cenário ganhou um novo capítulo após uma reunião entre Pacheco e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, em Brasília. O senador reiterou sua decisão de não disputar o governo mineiro, citando razões pessoais, familiares e de saúde.

Apesar da negativa, Pacheco sinalizou a Edinho Silva que pretende conversar diretamente com Lula antes de oficializar sua decisão. O encontro deve ocorrer ainda esta semana, a pedido do senador.

Nos bastidores, dirigentes petistas descrevem um ambiente de “compasso de espera” em Minas Gerais. A concentração de Lula nas negociações com Pacheco teria travado articulações de outros partidos aliados no segundo maior colégio eleitoral do país.

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Presidentes estaduais de legendas como MDB, PDT, União Brasil, PSDB e PP relatam que as negociações regionais ficaram estagnadas, à espera de uma definição do senador, que resiste a assumir um compromisso eleitoral explícito.

A avaliação dentro do PT é que o partido perdeu tempo político valioso, enquanto adversários avançavam em suas estratégias em Minas. O clima no estado, antes de expectativa, teria se transformado em “clima de velório”, segundo membros da legenda, diante das sucessivas sinalizações de resistência de Pacheco.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), confirmou que Pacheco indicou a Lula sua decisão de não ser candidato. “Parece que ele disse hoje ao presidente que não quer ser candidato mesmo”, afirmou Wagner, indicando que o presidente buscará outro nome.

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Já o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), minimizou as articulações sobre uma possível ida de Pacheco ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas expressou a preferência do governo por sua candidatura em Minas. “Se eu pudesse escolher, prefiro ele candidato em Minas”, declarou.

A resistência de Pacheco em disputar o governo é apontada como o principal entrave. Aliados do senador afirmam que ele nunca demonstrou entusiasmo pela corrida eleitoral e se mostra desconfortável com a polarização política e a exposição nas redes sociais.

As conversas para levar Pacheco ao TCU, impulsionadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agravam a apreensão no PT. Lula teria comentado que Alcolumbre “não dá trégua” ao estimular caminhos alternativos para o senador.

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Durante a conversa com Edinho Silva, Pacheco mencionou nomes como o empresário Josué Alencar (PSB) e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares como possíveis alternativas em Minas.

Dirigentes petistas também retomaram discussões com nomes como o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e lideranças do próprio PT mineiro. Parte da legenda defende uma candidatura própria caso a saída de Pacheco se confirme.

Enquanto o campo governista segue paralisado, a direita intensifica sua reorganização em Minas. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu avançar na construção de uma aliança com o Republicanos, interrompendo negociações com o grupo do governador Romeu Zema (Novo).

Ainda não está definido se a chapa será liderada pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ou pelo empresário Flávio Roscoe (PL).

Fonte: G1

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