O Partido Liberal (PL) decidiu adiar, por ora, as conversas com o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), para construir alianças eleitorais no estado. A nova estratégia da legenda é concentrar esforços na formação de um bloco com o Republicanos, visando as disputas futuras, com o nome que representará o grupo a ser anunciado em breve.
Mudança de Rumos em Brasília
A definição ocorreu em uma reunião da cúpula do PL em Brasília, que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. A decisão foi confirmada pelo novo presidente estadual do PL em Minas, deputado estadual Zé Vitor.
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Zé Vitor assumiu o comando da legenda em Minas na segunda-feira (11/5), permitindo que o deputado federal Domingos Sávio se dedique integralmente à sua pré-campanha ao Senado. A mudança de estratégia se deve, segundo Zé Vitor, à conjuntura nacional e ao apoio do governador Romeu Zema (Novo) a uma eventual candidatura presidencial de seu padrinho político.
Evitando Fragmentação em Minas
A avaliação interna do PL é que Minas Gerais não pode repetir o cenário de 2022, quando a direita chegou fragmentada ao primeiro turno. Naquele ano, o então governador Romeu Zema caminhou separadamente do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarando apoio apenas no segundo turno.
“A conjuntura nacional está nos impedindo de avançar em uma composição com Mateus Simões, que tem nosso respeito. Caso haja um grande arranjo nacional, podemos discutir algum conjunto no futuro. Mas, neste momento, definimos por construir um projeto entre PL e Republicanos em Minas”, explicou Zé Vitor ao Estado de Minas.
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Diálogo com Republicanos e Nomes em Discussão
As novas articulações já começaram a se concretizar. Integrantes do PL se reuniram com o senador Cleitinho Azevedo, nome de destaque do Republicanos para a disputa ao governo mineiro. O objetivo é consolidar um palanque unificado para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país.
A definição sobre o nome que liderará a chapa conjunta entre PL e Republicanos deve ocorrer nos próximos dias. Entre os nomes especulados estão o do ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, recém-filiado ao PL e que tem defendido candidatura própria, e o do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli.
Reviravolta após Ações de Nikolas Ferreira
A decisão representa uma inflexão em relação às articulações anteriores, lideradas pelo deputado federal Nikolas Ferreira. Desde o início do ano, Nikolas vinha trabalhando para aproximar o entorno de Jair Bolsonaro do vice-governador Mateus Simões. Em fevereiro, o parlamentar levou o nome de Simões ao ex-presidente, recebendo aval para protagonizar as decisões eleitorais do PL no estado.
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A aproximação entre Nikolas e Simões gerou desgaste interno no PL. Integrantes ligados às forças de segurança demonstraram desconforto com a exposição conjunta, especialmente diante do desgaste da gestão estadual junto a essas categorias. O deputado estadual Cristiano Caporezzo chegou a acusar Nikolas de priorizar Simões em detrimento de Flávio Bolsonaro.
A relação entre Nikolas e Simões esfriou recentemente após divergências sobre a pauta da recomposição salarial das forças de segurança. Apesar de ter atuado como intermediário em reuniões, Nikolas afastou interpretações de que estaria construindo uma aliança eleitoral com Simões, afirmando ser apenas uma ponte para conectar as partes.
Fonte: Estado de Minas
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