A Justiça de Minas Gerais restabeleceu a prisão preventiva de um homem acusado de aplicar um golpe em serviços para um casamento na cidade de Iapu, localizada no Leste Mineiro. A decisão atende a um recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e reverte uma decisão anterior da Comarca de Inhapim que havia revogado a medida cautelar.
Golpe milionário frustra sonho de casamento
Segundo as investigações conduzidas pelo MPMG, o caso se refere à contratação de serviços essenciais para a celebração de um casamento, incluindo buffet, decoração, cerimonial, sonorização e iluminação. A vítima desembolsou a quantia de R$ 16,3 mil de forma antecipada, mas, na véspera da cerimônia, foi informada de que os serviços não seriam realizados, frustrando o sonho do casal.
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Fuga para Portugal e cooperação internacional
O acusado não foi encontrado na cidade para ser devidamente citado, o que levou à suspensão do processo e à decretação de sua prisão preventiva. Posteriormente, apurou-se que o indivíduo havia se mudado para Portugal. Diante dessa situação, o MPMG acionou mecanismos de cooperação jurídica internacional, incluindo a difusão vermelha da Interpol e um pedido de extradição.
Decisão judicial reforça necessidade da prisão
A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) considerou que os requisitos para a prisão preventiva permanecem válidos. A corte argumentou que a constituição de um advogado e a apresentação de procuração não afastam o histórico de evasão do acusado nem o risco de comprometimento da aplicação da lei penal, especialmente por ele residir no exterior. A localização do investigado, facilitada pela cooperação internacional, foi um fator determinante para a manutenção da prisão.
Extradição em andamento para julgamento em Minas
Com o restabelecimento da prisão preventiva, o MPMG informou que tomará as medidas necessárias para reativar o processo de extradição internacional. O objetivo é garantir que o acusado seja preso em Portugal e entregue às autoridades brasileiras para responder criminalmente pelos seus atos na Comarca de Inhapim. O Tribunal também mencionou a existência de informações sobre outras denúncias de golpes com características semelhantes, indicando um padrão de atuação do investigado.
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A cooperação entre as autoridades mineiras e portuguesas demonstra o compromisso em combater crimes que afetam cidadãos no estado, mesmo quando os suspeitos tentam se evadir para o exterior. A expectativa é que a extradição seja concluída para que o processo criminal avance.
Fonte: Estado de Minas