Uma revelação de bastidores aponta para o envolvimento do empresário goiano Joesley Batista, proprietário da JBS, em negociações secretas entre o governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder venezuelano, Nicolás Maduro.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Washington Post, a missão informal ocorreu no final de novembro de 2025, meses antes de uma intervenção militar americana na Venezuela. Batista teria viajado a Caracas com uma proposta para Maduro renunciar ao cargo e se exilar em países como a Turquia.
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Proposta complexa e termos exigentes
A iniciativa americana teria partido do esgotamento das vias diplomáticas oficiais, que já haviam tentado, sem sucesso, acordos com a intermediação do Catar. A proposta levada pelo empresário goiano era multifacetada.
Além da saída pacífica de Maduro do poder, o plano incluía a exigência de que a Venezuela garantisse aos Estados Unidos acesso a minerais críticos e às vastas reservas de petróleo do país.
Um outro ponto considerado inegociável por Joesley Batista era o rompimento imediato dos laços de Caracas com Cuba, principal aliado ideológico do regime venezuelano.
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O empresário, com trânsito comercial tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela, teria tentado destravar o impasse que já pressionava a Casa Branca por uma solução definitiva para a crise política e humanitária no país sul-americano.
Rejeição e caminho para intervenção
No entanto, as tratativas não avançaram como esperado. De acordo com a reportagem, Nicolás Maduro e sua esposa teriam reagido com forte hostilidade aos termos apresentados por Joesley Batista.
Diante da negativa enfática do regime em aceitar a transição negociada, o presidente Donald Trump teria considerado que os recursos diplomáticos e informais haviam se esgotado. Essa percepção teria levado à decisão de autorizar a operação militar que, posteriormente, culminou na captura do líder venezuelano.
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J&F se manifesta
Procurada para comentar o papel de Joesley Batista como um suposto “diplomata improvisado” na crise venezuelana, a J&F, holding que controla a JBS, informou que não fará declarações sobre o assunto.
Fonte: Washington Post