Rossieli Soares foi exonerado do cargo de secretário de Educação de Minas Gerais na noite desta segunda-feira (27). A saída acontece cerca de oito meses após sua nomeação, em agosto de 2025, sob o governo de Romeu Zema (Novo), e foi oficializada pela gestão do governador Mateus Simões (PSD).
Investigação da Controladoria-Geral do Estado motiva demissão
Em nota oficial, a gestão estadual confirmou o desligamento e negou que a decisão tenha sido um “comum acordo”. Segundo o comunicado, a exoneração foi motivada por “informações preliminares de investigação conduzida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE)” que já foram encaminhadas às autoridades competentes.
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Rossieli Soares assumiu a pasta em um período de intensas discussões sobre a política educacional no estado. Seu sucessor será Gustavo Braga, servidor público estadual com atuação desde 2013.
Sindicato aponta denúncias de privatização e corrupção
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) associou a queda de Rossieli a denúncias contra a condução da política educacional no estado. A entidade alega que o ex-secretário foi contratado para implementar um projeto de privatização de escolas públicas, culminando no leilão de 95 unidades.
“Rossieli ultrapassou o limite dos interesses financeiros do governo Zema e Mateus Simões e tornou-se alvo de denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito”, declarou o sindicato em nota, referindo-se a contratos milionários.
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Contratos de livros sob suspeita
Uma reportagem recente do site The Intercept Brasil destacou que Rossieli Soares esteve à frente de contratos para aquisição de livros que somam R$ 848,8 milhões. Quatro acordos foram firmados com a empresa Fazer Educação, cujo proprietário foi indiciado por fraude em licitação e organização criminosa no Rio Grande do Sul.
Os contratos incluem um vínculo sob o governo de Minas Gerais, no valor de R$ 348,4 milhões, destinado à compra de 3,5 milhões de livros didáticos. Este acordo, assinado em 23 de dezembro de 2025, foi alvo de denúncia da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e ao Ministério Público.
A atuação de Rossieli Soares na Secretaria de Educação de Minas Gerais, que começou em agosto de 2025, foi marcada por controvérsias e agora se encerra em meio a investigações internas e externas.
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Fonte: G1