PF envia ao STF inquérito sobre voo de empresário com Hugo Motta e Ciro Nogueira após suspeita de contrabando

PF envia ao STF inquérito sobre voo de empresário com Hugo Motta e Ciro Nogueira após suspeita de contrabando

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar suspeitas de descaminho ou contrabando em um voo realizado em uma aeronave particular de um empresário investigado na CPI das Bets do Senado. O caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a constatação de que quatro parlamentares embarcaram na mesma aeronave. Entre os passageiros […]

Resumo

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar suspeitas de descaminho ou contrabando em um voo realizado em uma aeronave particular de um empresário investigado na CPI das Bets do Senado. O caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a constatação de que quatro parlamentares embarcaram na mesma aeronave.

Entre os passageiros estavam o presidente da Câmara, Arthur Lira (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Todos os parlamentares foram procurados, mas até o momento apenas Arthur Lira se manifestou.

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Empresário e Conexão com Apostas Online

A aeronave pertence a Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, sócio de empresas de apostas online como 7Games, Betão e R7.BET. O voo ocorreu em abril de 2025, período em que a CPI das Bets estava em andamento no Senado, com a participação de Ciro Nogueira.

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Procurado, o empresário declarou que a bagagem em questão pertencia ao comandante do voo e que o desembarque seguiu todos os procedimentos normais.

Origem e Suspeitas da PF

O voo partiu de Saint Martin, uma ilha caribenha considerada paraíso fiscal, e pousou no aeroporto de Catarina, em São Roque (SP), utilizado para aviação executiva. As suspeitas da PF surgiram a partir de uma investigação sobre a conduta de um auditor fiscal, Marco Canella, que já é indiciado em outro inquérito por facilitar contrabando e descaminho.

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No caso específico do voo dos parlamentares, o auditor teria permitido que um funcionário do empresário desembarcasse com sete volumes de bagagem sem passar pelo raio-X. O procedimento, considerado irregular, foi capturado por câmeras de segurança.

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Bagagens e Possível Envolvimento Parlamentar

Ainda não foi possível identificar os donos das bagagens que passaram fora do procedimento padrão. Devido à origem em paraíso fiscal e ao histórico do auditor fiscal, a PF suspeita que o conteúdo das malas possa ser ilegal.

Os parlamentares que estavam no voo realizaram o procedimento normal de despacho de suas bagagens. No entanto, a investigação não descarta a possibilidade de envolvimento de algum deles nos crimes apurados, o que motivou o envio do caso ao STF.

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Remessa ao STF e Análise da PGR

Em relatório parcial, a PF destacou a necessidade de o caso tramitar no STF caso as investigações indiquem condutas ilícitas e envolvimento de autoridades com foro privilegiado. O inquérito chegou ao STF e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise e posterior manifestação.

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As redes sociais do empresário registraram momentos da viagem a Saint Martin, mas sem a presença dos parlamentares. As imagens mostram o interior da aeronave e paisagens caribenhas.

Fonte: Folha de S.Paulo

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