Medeiros pede à PGR investigação de vídeo de IA com Lula, citando caso semelhante de Bolsonaro

Medeiros pede à PGR investigação de vídeo de IA com Lula, citando caso semelhante de Bolsonaro

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) protocolou, nesta terça-feira (28), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a investigação de um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) que simula o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O material em questão reconstrói a imagem e a voz de Lula, apresentando-o em sua juventude como […]

Resumo

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) protocolou, nesta terça-feira (28), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a investigação de um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) que simula o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O material em questão reconstrói a imagem e a voz de Lula, apresentando-o em sua juventude como metalúrgico, em uma narrativa que aborda temas de resistência e superação política. Medeiros argumenta que o conteúdo deve ser submetido aos mesmos critérios de análise que foram aplicados ao vídeo que simulou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

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Na ocasião do vídeo de Bolsonaro, a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PC do B, já havia apresentado uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e enviado uma notícia de fato ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontando um possível descumprimento de ordem judicial.

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O vídeo simulado de Bolsonaro, exibido na convenção do PL, trazia a figura do ex-presidente afirmando estar “preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária”, declarando Flávio Bolsonaro como “futuro presidente” e pedindo que seus apoiadores recebessem “de braços abertos” o substituto escolhido para a eleição.

Vídeo de Lula gerou questionamentos

O vídeo que motivou a representação de Medeiros foi publicado em 2 de maio de 2026 no perfil “Lula Gigante Oficial” no Instagram. A produção, de 3 minutos e 5 segundos, leva a assinatura do publicitário Edson Barbosa e exibe o logotipo do PT ao final.

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A trilha sonora do vídeo é uma música sertaneja com letra sobre superação de adversidades. As imagens mostram Lula como operário saindo de uma fábrica, uma cela com grades e o presidente discursando em um palanque. A publicação ocorreu na mesma semana em que o Congresso derrubou o veto do presidente ao PL da Dosimetria e o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF.

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Pedidos de Medeiros à PGR

Em sua representação, José Medeiros defende a aplicação de critérios idênticos para ambos os casos. “Se um vídeo que simula Jair Bolsonaro merece investigação porque utiliza inteligência artificial para criar manifestação inexistente, um vídeo que simula Luiz Inácio Lula da Silva deve ser analisado sob os mesmos parâmetros”, declarou o deputado.

O parlamentar solicita que a apuração adote os mesmos parâmetros jurídicos e técnicos, independentemente do espectro político beneficiado. Os pedidos incluem:

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  • Investigação da autoria, financiamento e distribuição do vídeo pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Eleitoral.
  • Preservação de provas digitais, como arquivo original, metadados e registros de publicação e circulação.
  • Solicitação de dados às plataformas digitais sobre a publicação, conta responsável, alcance e eventuais impulsionamentos.
  • Investigação sobre o possível uso de recursos públicos, partidários, eleitorais ou de terceiros no financiamento.
  • Pedido à Justiça Eleitoral para o bloqueio provisório do conteúdo e de cópias similares, caso haja indícios de infração.
  • Envio de cópia ao STF caso a apuração identifique relação com medidas judiciais em vigor.
  • Avaliação do Ministério Público para apresentação de ação de investigação judicial eleitoral em caso de indícios de abuso de poder ou uso indevido dos meios de comunicação.
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Posicionamento do autor do vídeo

Em resposta à publicação do vídeo, o publicitário Edson Barbosa afirmou que não concordava com a classificação de “vídeo de IA”. Ele sustentou que a tecnologia foi utilizada “em serviço da inteligência” e que a produção foi baseada em “concepções e pessoas verdadeiras”.

Barbosa descreveu o material como um vídeo “que mexe com nossos sentimentos, sem vinganças, sem ódio, botando para frente o princípio de lutas contra a desigualdade. Uma coisa que expõe, naturalmente, a verdade da força brasileira”.

Fonte: Poder360

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