A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) destinou R$ 28,3 milhões em emendas parlamentares em 2026, com foco em áreas como cultura, direitos das mulheres, esporte e assistência social. No entanto, a saúde pública do Distrito Federal não recebeu verbas diretas de suas emendas, conforme dados da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional.
Entre as maiores alocações, R$ 14,83 milhões foram direcionados à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o programa “Educação e Trabalho na Saúde”. Apesar de vinculada à área da saúde, a verba foi destinada a um programa educacional executado pela Fiotec, e não ao atendimento direto da rede pública do DF. Até o momento, apenas uma pequena parte deste valor foi liquidada e nenhum montante foi pago.
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Outra emenda significativa, no valor de R$ 10,43 milhões, foi destinada ao Fundo Nacional de Cultura. Esses recursos visam financiar diversas entidades culturais e associações do Distrito Federal, incluindo organizações como Distrito Drag, Bloco Afro Obara, institutos culturais e associações de moradores.
Críticas da Governadora do DF
A destinação das emendas gerou repercussão e críticas da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Em um vídeo divulgado recentemente, Leão questionou a atuação da deputada petista.
“É muito bonito fazer críticas e narrativas, mas trabalho de verdade, efetividade, não se sustenta só com narrativa”, declarou a governadora, acusando Erika Kokay de destinar “zero de real na saúde pública aqui do DF”.
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Execução Orçamentária e Destinações Diversas
O relatório da CMO também aponta algumas irregularidades na execução orçamentária de emendas, como um repasse de R$ 120 mil a um beneficiário identificado como “Código inexistente no Siafi”, que teve o valor empenhado, liquidado e pago.
Outro caso envolve uma destinação de R$ 100 mil registrada como “Sem informação”, que permaneceu sem execução financeira.
Além da cultura e saúde, as emendas da deputada contemplam ações voltadas à promoção dos direitos das mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, economia solidária, esporte e assistência social. Essas verbas são repassadas por meio de ministérios e organizações da sociedade civil.
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A lista de entidades beneficiadas inclui também a Casa de Cultura Telar, Instituto Casa da Vila, Instituto Bem Cultural, Instituto Cultural Congo Nya e Associação dos Amigos da Vida, entre outras.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da deputada Erika Kokay para obter um posicionamento sobre as destinações e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.
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