O pastor e empresário Márcio Poncio foi liberado do presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro, neste domingo (12), e retornou para sua residência. A decisão de converter sua prisão preventiva em domiciliar foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último sábado (11).
A medida atende a um pedido baseado nas condições de saúde de Poncio, que sofre de retocolite ulcerativa grave e necessita de tratamento contínuo após cirurgia para retirada de parte do intestino. Além disso, Moraes considerou a gravidez de alto risco da esposa do investigado.
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Poncio foi preso no dia 2 de maio pela Polícia Federal, como parte da quinta fase da Operação Unha de Carne. A investigação apura um esquema de pagamentos envolvendo o jogo do bicho e a chamada “Máfia do Cigarro” a agentes públicos no Rio de Janeiro.
Medidas Cautelares Impostas
Apesar da mudança para prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes impôs uma série de medidas cautelares a Márcio Poncio. Entre elas, está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para monitoramento.
O pastor também está proibido de manter qualquer tipo de contato com os demais investigados no processo. O uso de redes sociais foi vetado, assim como a manutenção de porte de arma de fogo em seu nome, com a determinação de entrega de passaportes.
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Operação Unha de Carne e Conexões Investigadas
A Operação Unha de Carne tem como alvo um suposto esquema de lavagem de dinheiro e pagamentos indevidos a agentes públicos. A investigação aponta para ligações entre o jogo do bicho, a “Máfia do Cigarro” e figuras políticas do Rio de Janeiro.
Márcio Poncio é investigado por suspeita de envolvimento com a “Máfia do Cigarro”. Outros alvos da mesma fase da operação incluem o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como um dos líderes do jogo do bicho no estado, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar.
A quinta fase da operação é um desdobramento da Operação Fumus, iniciada em 2021, que investigava o monopólio de cigarros na região metropolitana do Rio. Na época, foram encontradas planilhas que indicavam supostos pagamentos a políticos.
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Segundo apurações, mais de 30 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro seriam investigados por receberem “mesadas” de Adilsinho, conforme relatado por um diretor da Polícia Federal ao ministro Gilmar Mendes, também do STF.
Contexto Político e Judiciário
A prisão e posterior concessão de prisão domiciliar de Márcio Poncio ocorrem em um contexto de investigações que buscam desarticular organizações criminosas com supostas ramificações no poder público do Rio de Janeiro. A atuação do STF, por meio de ministros como Alexandre de Moraes, tem sido central na condução desses inquéritos.
A “Máfia do Cigarro” e o jogo do bicho são atividades ilícitas com histórico de conexões com o crime organizado e, em alguns casos, com o financiamento de atividades políticas.
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A investigação busca aprofundar os indícios de lavagem de dinheiro e a influência dessas organizações em setores do Executivo e Legislativo fluminense.
Fonte: g1.globo.com