Morre Lindsey Graham, influente senador republicano e aliado de Trump, aos 71 anos

Morre Lindsey Graham, influente senador republicano e aliado de Trump, aos 71 anos

O senador americano Lindsey Graham, uma figura proeminente do Partido Republicano e um dos aliados mais vocais do ex-presidente Donald Trump, faleceu neste sábado (11) aos 71 anos. A notícia foi divulgada pelo gabinete do senador, que atribuiu o falecimento a uma ‘doença repentina e breve’. A causa exata da morte ainda não foi oficialmente […]

Resumo

O senador americano Lindsey Graham, uma figura proeminente do Partido Republicano e um dos aliados mais vocais do ex-presidente Donald Trump, faleceu neste sábado (11) aos 71 anos. A notícia foi divulgada pelo gabinete do senador, que atribuiu o falecimento a uma ‘doença repentina e breve’. A causa exata da morte ainda não foi oficialmente confirmada, mas a rede NBC reportou um chamado de emergência por parada cardíaca na residência de Graham em Washington D.C.

Repercussão e Legado Político

A morte de Graham gerou uma onda de reações no cenário político americano e internacional. Donald Trump lamentou profundamente o ocorrido, descrevendo o senador como “uma das melhores pessoas” e um “verdadeiro patriota americano”. O ex-presidente destacou a dedicação de Graham ao trabalho e expressou que ele fará muita falta.

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também se manifestou, demonstrando profundo pesar e qualificando Graham como um “verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descreveu o senador como “um grande amigo de Israel” e um “querido amigo meu”, ressaltando a compreensão de Graham sobre a inseparabilidade da segurança entre os dois países.

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Lindsey Graham foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002, representando a Carolina do Sul. Ao longo de sua carreira, consolidou-se como um defensor ferrenho de uma política externa intervencionista e do fortalecimento da defesa nacional americana, com ênfase na “Guerra ao Terror”. Sua atuação frequente em questões de segurança internacional o tornou uma voz influente em Washington.

Uma Trajetória de Mudanças e Alianças

A relação de Graham com Donald Trump teve um início conturbado. Em 2016, o senador chegou a considerar Trump “inapto para o cargo” e o criticou duramente. No entanto, após a vitória de Trump nas eleições presidenciais, Graham mudou significativamente sua postura, tornando-se um de seus mais próximos aliados. Essa aproximação o aproximou do ex-presidente em partidas de golfe e em discussões políticas, contrastando com a postura crítica de seu amigo de longa data, o falecido senador John McCain.

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Graham iniciou sua carreira política em 1992 como deputado estadual, após servir na Força Aérea e atuar como advogado. Sua projeção nacional ganhou força em 1999, ao participar da comissão que aprovou o processo de impeachment do então presidente Bill Clinton. Em 2016, concorreu à indicação republicana para a presidência, mas foi derrotado nas prévias por Trump.

Impacto no Senado e o Futuro da Carolina do Sul

A morte de Graham ocorre em um momento delicado para o Partido Republicano, que detém uma maioria apertada de 53 a 47 cadeiras no Senado. De acordo com a legislação da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster, também republicano, terá a responsabilidade de nomear um substituto temporário para Graham, que ocupará o cargo até janeiro. McMaster lamentou a perda, descrevendo Graham como “insubstituível” e “o mais feroz dos defensores da Carolina do Sul e da América”.

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O senador não era casado e não tinha filhos. Sua parente viva mais próxima é sua irmã, Darline Graham Nordone. Sua última aparição pública de destaque foi na semana passada, integrando uma delegação em Kiev, capital da Ucrânia, onde anunciou um acordo para avançar com sanções dos EUA contra a Rússia. Graham estava escalado para participar do programa “Meet the Press” da NBC neste domingo (12).

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A falta de transparência sobre a saúde de parlamentares nos EUA tem sido um tema de debate recente, com outros casos como o do deputado Tom Kean Jr. e do senador Mitch McConnell levantando preocupações sobre a divulgação de informações médicas.

Fonte: G1

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