Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar neste sábado (4). Em postagens nas redes sociais, Carlos criticou as restrições impostas ao pai, classificando a situação como um “cárcere político”.
Ele afirmou que Jair Bolsonaro “está ciente de tudo que se passa aqui fora”, apesar de estar impedido de acessar redes sociais. A visita ocorreu um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir prorrogar a prisão domiciliar de Bolsonaro por tempo indeterminado.
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A decisão de Moraes, anunciada na sexta-feira (3), baseou-se na necessidade de continuidade do tratamento médico do ex-presidente, que está em prisão domiciliar desde 27 de março, após ser internado para tratar uma broncopneumonia bacteriana.
Críticas à restrição de visitas
Carlos Bolsonaro descreveu a prisão domiciliar como “extremamente incomum” e com o objetivo claro de “impedir que ele converse com pessoas que possam servir de voz fora do cárcere”. Ele mencionou que a determinação atual o impede de receber visitas de qualquer pessoa que não sejam os filhos.
Durante a visita, que durou duas horas, Carlos levou Jair Bolsonaro para tomar sol no jardim da residência em Brasília. Segundo ele, o ex-presidente “vibrou” com o momento, que o fez “recordar momentos ao lado das pessoas, no mar e nas ruas”.
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Consciência da situação externa
O filho 02 do ex-chefe do Planalto reiterou que seu pai está “ciente de tudo o que se passa aqui fora”, mesmo sem acesso direto às redes sociais. Ele relatou que Jair Bolsonaro perguntou sobre os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, pois estes não puderam comparecer à visita, e que recebeu bem a conversa com Flávio, que o visitou anteriormente.
Carlos Bolsonaro não mencionou em suas postagens o irmão Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú (SC), nem a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que teria tido um desentendimento com Flávio Bolsonaro.
Contexto da Prisão Domiciliar
A prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro foi determinada por Alexandre de Moraes e prorrogada por tempo indeterminado. O ex-presidente cumpriu as regras impostas inicialmente, mas sua defesa solicitou novos exames devido a crises de soluço.
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Paralelamente, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome do ex-presidente em uma abordagem envolvendo um agente de segurança, o que resultou na abertura de um inquérito policial.
Fonte: G1