Moraes dá 15 dias para PGR se manifestar sobre inquérito de calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula

Moraes dá 15 dias para PGR se manifestar sobre inquérito de calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até 15 dias sobre o relatório final da Polícia Federal (PF) no inquérito que apura suposta calúnia cometida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão de […]

Resumo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até 15 dias sobre o relatório final da Polícia Federal (PF) no inquérito que apura suposta calúnia cometida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão de Moraes foi assinada na sexta-feira (26) e registrada nos autos do processo nesta segunda-feira (29). O inquérito teve origem em uma denúncia apresentada pela deputada federal Dandara Castro (PT-MG).

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Postagem em rede social motivou investigação

A investigação refere-se a uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X (antigo Twitter), na qual ele comentava a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

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Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.

PF conclui por crime de calúnia

Com base na publicação, a Polícia Federal concluiu que houve a configuração do crime de calúnia, tipificado no Código Penal como o ato de “caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”.

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O relatório da PF, citado na decisão de Moraes, afirma: “Fica claro, portanto, que o Senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”.

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Agravantes podem aumentar pena

O documento da PF também aponta circunstâncias que podem aumentar a pena para o crime de calúnia. A pena base para o crime é de até dois anos de prisão.

No entanto, quando o crime é cometido contra o Presidente da República, a pena é aumentada em um terço. Além disso, uma alteração legislativa mais recente, de 2019, prevê que a pena pode ser triplicada se a ofensa à honra ocorrer por meio das redes sociais.

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Defesa de Flávio Bolsonaro pede oitivas

O senador Flávio Bolsonaro já se manifestou nos autos do inquérito, apresentando sua defesa e solicitando a realização de diversas oitivas.

Entre as testemunhas que o senador pretende ouvir está Walter Joseph Clayton, procurador dos Estados Unidos que atuou na acusação contra Maduro. Com essas oitivas, a defesa de Flávio Bolsonaro busca demonstrar ao ministro Moraes que existe, de fato, uma relação próxima entre o presidente Lula e Nicolás Maduro, o que poderia, segundo a defesa, justificar a menção feita pelo senador.

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Fonte: O Globo

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