Erika Hilton defende "refundar o Brasil" e "limpar o Congresso" após derrotas do governo Lula

Erika Hilton defende “refundar o Brasil” e “limpar o Congresso” após derrotas do governo Lula

A deputada Erika Hilton (Psol-SP) conclamou a necessidade de “refundar o Brasil” e “limpar” o Congresso Nacional, em discurso proferido nesta sexta-feira (1º de maio de 2026), em São Paulo. A fala ocorreu em meio a manifestações pelo Dia do Trabalhador e após duas derrotas significativas para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) […]

Resumo

A deputada Erika Hilton (Psol-SP) conclamou a necessidade de “refundar o Brasil” e “limpar” o Congresso Nacional, em discurso proferido nesta sexta-feira (1º de maio de 2026), em São Paulo. A fala ocorreu em meio a manifestações pelo Dia do Trabalhador e após duas derrotas significativas para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em menos de 24 horas.

Críticas ao Congresso e ao PL da Dosimetria

Hilton direcionou críticas contundentes aos parlamentares, que ela classificou como “inimigos do povo”, especialmente após a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. Este projeto, que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 849 pessoas condenadas pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, foi alvo de forte repúdio pela deputada.

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“O que o Congresso Nacional fez ontem foi dizer que vale tudo. Vale golpe, vale atentar contra o Estado Democrático de Direito, vale banalizar a Constituição”, declarou Hilton, ressaltando que a decisão do Legislativo representa um aval à impunidade.

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A parlamentar também criticou a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) almejar a presidência, afirmando que os brasileiros reelegerão Lula em 2026, em um cenário que ela descreveu como “É tetra!”.

Abolição da Escala 6×1 e Cobrança por Dignidade

Além das questões políticas e do Congresso, Erika Hilton defendeu a “abolição” da jornada de trabalho em escala 6×1, considerada por ela “perversa, cruel e desumana”. A deputada argumentou que o Brasil está atrasado no debate sobre a redução da jornada e que os trabalhadores não podem mais esperar por dignidade e tempo de descanso.

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Hilton rebateu argumentos de que a redução da jornada traria impactos negativos à economia, acusando entidades de “manipular os números” e “colocar medo na sociedade”. Ela contrastou essa narrativa com a aprovação da reforma trabalhista durante o governo Michel Temer, que, segundo ela, não gerou debates sobre “compensação” ou “equilíbrio”, mas sim retirou direitos dos trabalhadores.

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“As elites brasileiras não se conformam quando os trabalhadores e a camada mais baixa da sociedade começam a conquistar o seu lugar, a sua dignidade e seus direitos”, afirmou, defendendo que a proposta de redução da jornada seja aprovada no primeiro semestre.

Tramitação da PEC da Jornada de Trabalho

A discussão sobre a redução da jornada de trabalho tramita no Congresso por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Duas delas foram analisadas conjuntamente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em 22 de abril: a PEC 221 de 2019, que propõe reduzir a jornada semanal para 36 horas em 10 anos, e a PEC 8 de 2025, de autoria de Erika Hilton, que estipula jornada de até 36 horas semanais distribuídas em 4 dias de trabalho, extinguindo a escala 6×1.

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O texto unificado agora segue para uma comissão especial, onde serão debatidos a viabilidade, os impactos econômicos e sociais, e a conveniência política da proposta. Mesmo que não seja aprovada na comissão, o presidente da Câmara pode levar o texto diretamente ao plenário.

Eleições de 2026 e Futuro Político

Erika Hilton também mencionou as eleições de 2026, prevendo um ano “duro”, mas com missões claras para o povo brasileiro. Além de “refundar o Brasil”, ela defendeu a retirada do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do cargo, que busca a reeleição.

As manifestações do Dia do Trabalhador, organizadas por centrais sindicais em diversas cidades do país, tiveram como pauta principal o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem corte de salários, reforçando as demandas que Erika Hilton tem levado ao debate público.

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Fonte: g1.globo.com

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