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Randolfe afirma que Lula usará sua prerrogativa para indicar novo ministro ao STF

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, declarou nesta quinta-feira (30) que a prerrogativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de indicar um nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) “tem que ser usada e será usada”. A afirmação surge um dia após a rejeição pelo Senado do advogado-geral da […]

Resumo

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, declarou nesta quinta-feira (30) que a prerrogativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de indicar um nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) “tem que ser usada e será usada”. A afirmação surge um dia após a rejeição pelo Senado do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar uma vaga na Corte.

A declaração de Randolfe reforça a intenção do Executivo de seguir com o processo de indicação, mesmo diante do resultado negativo com Messias, que obteve 42 votos contrários contra 34 favoráveis, não atingindo os 41 necessários para aprovação.

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Rejeição de Messias atribída ao cenário eleitoral

Segundo o líder do governo, a derrota de Jorge Messias no Senado não se deu por seu “currículo” ou “perfil”, mas sim por ter sido “mobilizada pelo processo eleitoral”.

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“A votação de ontem não foi pautada pelo currículo do doutor Jorge Messias, ela não foi pautada sequer pelo perfil do doutor Messias. A votação de ontem foi mobilizada, movimentada, polarizada pelo processo eleitoral”, explicou Randolfe.

O senador evitou comentar sobre possíveis “traições” entre os parlamentares, afirmando que “depois do resultado, jogo é jogado”.

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Rejeição histórica de indicação ao STF

A rejeição de Jorge Messias pelo Senado marca a primeira vez em 132 anos que uma indicação presidencial para o STF não é aprovada. A última ocorrência semelhante foi em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto, nos primórdios da República brasileira.

Jorge Messias foi o nome escolhido pelo presidente Lula para preencher a vaga deixada pela aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. O anúncio da indicação ocorreu em 20 de novembro, mas a mensagem oficial só chegou ao Senado em 1º de abril, com a sabatina realizada 160 dias após o anúncio inicial e 28 dias após a formalização.

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A indicação e sabatina de ministros do STF são um dos principais pontos de articulação entre os Poderes Executivo e Legislativo. O presidente da República tem a prerrogativa constitucional de indicar nomes para a Suprema Corte, que devem então passar por uma sabatina rigorosa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, posteriormente, serem aprovados pela maioria absoluta do plenário da Casa.

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A articulação política para garantir a aprovação de indicações presidenciais é complexa e envolve negociações com diferentes blocos partidários e senadores. A rejeição de Messias evidencia os desafios que o governo pode enfrentar na composição de futuras vagas no Judiciário, especialmente em um cenário político polarizado.

A futura indicação presidencial para o STF certamente será acompanhada de perto, com o governo buscando garantir maior apoio e evitar novas surpresas no Senado.

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Fonte: g1.globo.com

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