A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) emitiu neste sábado (18) uma nota de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, durante uma visita ao Rio, sugeriu que um novo governador escolhido pela Alerj poderia ser um “miliciano”.
A Casa Legislativa, presidida pelo deputado Douglas Ruas (PL), classificou como “inaceitável” qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar seus deputados e as instituições que representam. A Alerj também exigiu respeito, inclusive por parte do chefe do Poder Executivo federal.
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Contexto da declaração de Lula
As falas do presidente Lula ocorreram em referência a uma articulação política que visava realizar uma eleição indireta para o governo do estado do Rio de Janeiro, após a vacância do cargo. Essa manobra, que visava indicar um substituto ao então governador Cláudio Castro, foi barrada pela Justiça.
O presidente da Alerj, Douglas Ruas, é apontado como pré-candidato ao governo estadual em uma chapa apoiada pela família Bolsonaro, em oposição ao ex-prefeito Eduardo Paes, aliado de Lula.
Críticas à segurança pública no Rio
Durante sua visita ao Rio, em evento na Fiocruz, Lula abordou a questão da segurança pública e a influência das milícias na cidade.
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O presidente dirigiu-se ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, expressando preocupação com a presença de territórios dominados por milícias no Rio de Janeiro.
Lula declarou esperar que o governo estadual atue na “prisão de políticos que fazem parte de uma milícia organizada”, reforçando seu posicionamento sobre o combate ao crime.
Posicionamento da Alerj sobre os desafios do Rio
Na nota oficial, a Alerj reconheceu que o Rio de Janeiro enfrenta “desafios históricos na segurança pública”.
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No entanto, a Assembleia atribuiu esses problemas a fatores mais amplos e estruturais.
Entre os fatores citados estão a “ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas”, a vulnerabilidade das “fronteiras abertas ao crime organizado” e a “expansão das facções criminosas em todo o país”.
Fonte: g1.globo.com
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