Sóstenes Cavalcante critica Lula e defende Alerj após fala sobre milicianos

Sóstenes Cavalcante critica Lula e defende Alerj após fala sobre milicianos

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) repudiou veementemente as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que associou a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a milicianos. A fala de Lula ocorreu durante um evento na Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde o presidente elogiava o governador interino, o desembargador […]

Resumo

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) repudiou veementemente as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que associou a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a milicianos. A fala de Lula ocorreu durante um evento na Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde o presidente elogiava o governador interino, o desembargador Ricardo Couto.

Lula afirmou que, caso a Alerj tivesse a prerrogativa de indicar o governador, “ia vir um miliciano”. Ele também pediu ao desembargador que trabalhasse para “prender todos os ladrões que governaram esse Estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”.

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Em resposta, Sóstenes Cavalcante utilizou a rede social X (antigo Twitter) para expressar sua indignação. “Todos os deputados estaduais da Alerj foram eleitos pelo voto. Mas para o descondenado a democracia é relativa”, escreveu o parlamentar, em referência ao presidente.

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O deputado acusou Lula de atacar a Alerj, os eleitores e a própria democracia. “Quando o Descondenado ataca a instituição, ele ataca o eleitor e a própria democracia!”, publicou. Ele classificou a situação como “Triste Brasil”.

Sóstenes Cavalcante manifestou solidariedade aos deputados estaduais da Alerj e, em especial, ao presidente da Casa, Douglas Ruas (PL-RJ). “Minha total e irrestrita solidariedade, em especial ao presidente Douglas que já deveria estar governador do Estado como manda a constituição estadual e federal”, declarou.

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O parlamentar também criticou a forma como o governo do Rio de Janeiro chegou ao comando interino. “Hoje o Estado do RJ vive um GOLPE do Descondenado/Paes/Dino do STF”, acusou, referindo-se a uma suposta articulação política.

A declaração de Lula surge em um contexto de instabilidade política no Rio de Janeiro. O governador interino Ricardo Couto assumiu o cargo em março, após a renúncia de Cláudio Castro (PL), que buscava evitar a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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A linha sucessória para o governo estadual foi afetada por renúncias e afastamentos. O vice-governador Thiago Pampolha renunciou para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado. Já o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi afastado do cargo e cassado pelo TSE, após ser preso sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho.

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Castro e Bacellar foram declarados inelegíveis até 2030 pelo TSE.

Fonte: G1

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