O vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, no qual ela aceita o pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro, não foi resultado de uma conversa direta e amigável entre a ex-primeira-dama e o senador.
Segundo apurou a Coluna do Estadão, o enteado e a madrasta não se reuniram para alinhar os detalhes da publicação, que foi construída com diversas intervenções e idas e vindas, varando a madrugada.
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A dinâmica da elaboração da mensagem demonstra que o clima de desconforto entre eles ainda é palpável e demandou um complexo trabalho de bastidores para ser amenizado.
Flávio Bolsonaro utilizou o senador Rogério Marinho (PL), coordenador de sua campanha presidencial, como seu principal interlocutor para apresentar trechos e sugestões do texto.
Do outro lado, Michelle Bolsonaro definia o que seria aceitável na mensagem, com a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), atuando como ponte para a comunicação.
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também desempenhou um papel fundamental como fiador para resolver as pendências na relação familiar.
A forma como o vídeo foi apresentado também chamou a atenção. Diferente de suas postagens habituais, Michelle leu um roteiro em teleprompter, o que conferiu um tom de menor espontaneidade à mensagem.
Apesar da aparente distância, a publicação representa um ganho político significativo para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, especialmente a dois dias da convenção nacional do PL, que confirmará sua pré-candidatura à Presidência.
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O gesto ocorre em um momento delicado para o senador, que enfrenta novas denúncias e, no mesmo dia da divulgação do vídeo, o ministro do STF André Mendonça autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigá-lo no caso de captação de recursos para o filme Dark Horse, com pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Fonte: Estadão