O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (21) que o atual primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciará ao cargo. A afirmação foi publicada por Trump em sua rede social, Truth Social, sem apresentar fontes que sustentem a previsão.
O governo britânico não confirmou a informação divulgada por Trump, que desejou a Starmer “tudo de bom” em sua publicação.
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Pressões internas e cenário político
A declaração de Trump ocorre em um momento de crescentes pressões sobre Keir Starmer dentro do próprio Partido Trabalhista. Questionamentos sobre sua capacidade de liderar o partido rumo às próximas eleições gerais, previstas para 2029, têm ganhado força.
Na última quinta-feira (18), Andy Burnham, prefeito da Grande Manchester e considerado um rival político de Starmer, conquistou uma cadeira no Parlamento, aumentando as incertezas sobre o futuro da liderança trabalhista.
Apesar dos desafios, Starmer reiterou sua intenção de permanecer no cargo e continuar governando. Em declarações à BBC, ele alertou que uma disputa interna pela liderança mergulharia a Grã-Bretanha “no caos”.
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“Se houver uma disputa, então sim, eu vou concorrer, eu vou me candidatar, e já disse repetidamente que não vou desistir disso”, afirmou Starmer, demonstrando sua determinação em defender sua posição.
Desempenho eleitoral e baixas no governo
O Reform UK, partido liderado por Nigel Farage, aliado de Trump, não obteve sucesso em impedir a vitória de Burnham, mesmo com um desempenho positivo em eleições locais recentes.
Em maio, o secretário de Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, renunciou ao cargo, aprofundando a crise política que afeta o primeiro-ministro. Em carta publicada no X (antigo Twitter), Streeting declarou ter perdido a confiança na condução de Starmer, defendendo a necessidade de uma nova direção para o partido e apontando um “vácuo de liderança”.
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Desde que assumiu o governo, a gestão de Starmer tem enfrentado dificuldades econômicas, estagnação no crescimento, aumento do custo de vida e uma série de controvérsias políticas.
O governo também sofreu baixas significativas em seu gabinete, com a saída de quatro secretários de Estado. Adicionalmente, a pressão de parlamentares trabalhistas aumentou, com 86 dos 403 deputados do partido na Câmara dos Comuns solicitando a renúncia de Starmer.
Em contrapartida, mais de cem parlamentares divulgaram uma carta em apoio à permanência de Keir Starmer na liderança do Partido Trabalhista.
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Fonte: O Globo, NYT e AFP