O senador Sergio Moro confirmou nesta quarta-feira (18) sua filiação ao Partido Liberal (PL), trocando o União Brasil pela legenda de Flávio Bolsonaro. A manobra política visa consolidar sua pré-candidatura ao Governo do Paraná, um movimento estratégico que rompe com a aliança anteriormente estabelecida com o governador Ratinho Jr. (PSD).
A decisão foi formalizada após uma reunião com dirigentes da federação União Brasil-PP e um acerto direto com o PL. Pesquisas recentes indicam que Moro lidera a intenção de voto no estado, o que fortalece sua posição dentro do novo partido.
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Federação em Xeque no Paraná
Embora a federação União Brasil-PP tenha demonstrado uma tendência de apoio à candidatura de Moro, o cenário no Paraná apresenta resistências internas, especialmente por parte do PP local. O PL, por sua vez, ofereceu a legenda e declarou respaldo explícito ao nome do ex-juiz da Lava Jato.
Fim da Aliança com Ratinho Jr.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, selou o acordo com Moro em um encontro realizado nesta quarta-feira. A aliança com o governador Ratinho Jr. (PSD) foi oficialmente desfeita com essa movimentação.
Costa Neto justificou a decisão como uma necessidade de “unir todo mundo” no Paraná para garantir a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais. Ele expressou preocupação com a força de Ratinho Jr. no estado, afirmando que, sem essa união, o PL estaria em desvantagem.
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Ainda na semana passada, Ratinho Jr. havia se reunido com Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, em uma tentativa de impedir o apoio do PL a Moro.
Trajetória e Aproximações com o Bolsonarismo
Sergio Moro tem uma trajetória política marcada por idas e vindas com o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele deixou a magistratura em 2018 para assumir o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro, cargo que deixou em 2020 em meio a acusações de interferência na Polícia Federal.
Em 2022, Moro tentou a Presidência pelo União Brasil, mas não obteve sucesso eleitoral. Naquele período, chegou a criticar o bolsonarismo, com declarações como “Chega de rachadinha”. Contudo, no segundo turno da eleição presidencial de 2022, ele declarou apoio a Bolsonaro e participou de debates ao seu lado.
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Fonte: G1