CPMI do INSS: Governistas preparam relatório alternativo de 800 páginas contra texto da oposição

CPMI do INSS: Governistas preparam relatório alternativo de 800 páginas contra texto da oposição

Os parlamentares da base governista na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) articulam a apresentação de um relatório alternativo com cerca de 800 páginas. O objetivo é contrapor o parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que, segundo aliados, prevê mais de 5 mil páginas e o […]

Resumo

Os parlamentares da base governista na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) articulam a apresentação de um relatório alternativo com cerca de 800 páginas. O objetivo é contrapor o parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que, segundo aliados, prevê mais de 5 mil páginas e o indiciamento de aproximadamente 200 pessoas, incluindo membros do Poder Executivo.

Alfredo Gaspar declarou que seu relatório se fundamentará em “técnica e provas”, sem “paixões políticas”. O documento oficial deve ser apresentado nesta quarta-feira (25/3) e votado na quinta-feira (26/3), último dia de funcionamento da CPMI.

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Entre os nomes que podem ser alvos de pedidos de indiciamento está o do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, figura de destaque no cenário financeiro.

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Clima de Tensão Marcado a CPMI

A CPMI do INSS foi palco de intensos confrontos entre governo e oposição desde sua instalação. A disputa pela condução dos trabalhos e pela narrativa das investigações foi uma constante, refletindo um embate político que se estendeu por todo o período de funcionamento do colegiado.

A escolha dos cargos-chave da comissão foi um dos primeiros focos de tensão. A oposição conseguiu articular maioria para emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência e Alfredo Gaspar na relatoria, mesmo com outros nomes defendidos pela base governista.

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Quebra de Sigilo de Lulinha Elevou Disputas

As divergências se manifestaram em decisões importantes, como a aprovação da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, em fevereiro. A medida aumentou a pressão política e evidenciou a divisão entre governo e oposição.

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Parlamentares governistas contestaram a decisão, acusando o presidente da comissão, Carlos Viana, de irregularidades na contagem de votos. Viana rebateu, afirmando que o quórum registrado na sessão era suficiente para a aprovação, enquanto a base argumentava que o número incluía titulares e suplentes, distorcendo o resultado real.

A decisão sobre a quebra de sigilo chegou a ser judicializada. O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve a medida, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, suspendeu o ato, cancelando a quebra de sigilo.

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Fonte: Metrópoles

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