Trabalhadores da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão ocorreu em assembleia realizada nesta terça-feira (5/5), na Praça da Estação, centro da capital mineira.
Cerca de mil profissionais participaram da votação, que aprovou, por ampla maioria, a continuidade da paralisação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH).
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Motivos da Greve Ampliados
A categoria afirma que a falta de negociação com a prefeitura é o principal motivo para a manutenção da greve. Problemas como a sobrecarga nas escolas e a ausência de profissionais de apoio também são pontos centrais da reivindicação.
A proposta de ensino integral discutida pela administração municipal também gerou críticas. O sindicato alega que o modelo pode levar à substituição de professores por monitores em algumas atividades, o que representa, segundo eles, precarização do ensino e um impacto negativo no desenvolvimento dos estudantes.
Declarações do Prefeito Aumentam Insatisfação
Declarações do prefeito Álvaro Gaudêncio (União Brasil) sobre a greve também agravaram a insatisfação. O Sind-REDE/BH criticou falas do chefe do Executivo municipal, que teriam aumentado a indignação da categoria.
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Em 17 de abril, Gaudêncio afirmou que não tinha “essa preocupação” com a greve, alegando que a prefeitura cumpre os acordos firmados e não identifica justificativas para a paralisação.
O prefeito defendeu a autonomia municipal para rever contratos de serviços terceirizados, como de cantineiros e porteiros, alegando que a mudança visa garantir que os recursos cheguem diretamente aos trabalhadores.
Próximos Passos da Mobilização
O movimento grevista planeja novas mobilizações nos bairros de Belo Horizonte. A categoria também pretende pressionar pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação na Câmara Municipal.
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Posicionamento da PBH
A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Semop) informou que existe um acordo vigente com a categoria, com compromissos até 2026, incluindo recomposição salarial pela inflação no próximo ano.
A Secretaria Municipal de Educação (SMED) destacou que reuniões com representantes sindicais ocorrem desde o início do ano para discutir pautas específicas. A pasta listou medidas como data-base para reajuste, progressões por escolaridade, ajuda de custo para alimentação e aumento do vale-refeição.
A SMED também mencionou a nomeação de mais de 3,1 mil professores entre 2024 e 2026 e o estudo para a realização de novo concurso público na área da educação.
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Sobre o ensino integral, a secretaria negou a substituição de professores por estagiários ou monitores, afirmando que as atividades pedagógicas seguem sob responsabilidade de profissionais habilitados. A pasta reiterou o respeito ao direito de manifestação e o compromisso com o diálogo.
Fonte: O Tempo