Nunes Marques arquiva ação de Bolsonaro contra Lula e Gleisi por declarações de "genocida"

Nunes Marques arquiva ação de Bolsonaro contra Lula e Gleisi por declarações de “genocida”

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma ação movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT). A ação judicial se originou de declarações proferidas por Lula em 2022, quando o então candidato chamou Bolsonaro de “genocida”, […]

Resumo

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma ação movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT).

A ação judicial se originou de declarações proferidas por Lula em 2022, quando o então candidato chamou Bolsonaro de “genocida”, e de associações feitas por Gleisi Hoffmann entre Bolsonaro e o homicídio de Benedito Cardoso dos Santos, vítima de um crime cometido por um apoiador do ex-presidente.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Ao decidir pelo arquivamento, Nunes Marques argumentou que as manifestações ocorreram no âmbito do debate político e eleitoral, não configurando, portanto, crime de calúnia ou difamação.

O ministro destacou em seu despacho que as palavras foram utilizadas para atribuir uma responsabilidade política, e não jurídica, aos envolvidos. “Não havia, por evidente, atribuição do crime de genocídio no sentido penal”, escreveu Nunes Marques.

Leia também:  Wagner Moura afirma que eleição de Bolsonaro foi crucial para 'O Agente Secreto'

Imunidades processual e parlamentar foram consideradas

A decisão do ministro Kassio Nunes Marques também levou em conta as imunidades que protegem o presidente da República e parlamentares.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

No caso de Lula, a imunidade processual temporária, prevista na Constituição, impede que o Presidente da República seja responsabilizado por atos que não estejam relacionados ao exercício de suas funções de chefe de Estado.

Já Gleisi Hoffmann, como deputada federal, beneficia-se da imunidade parlamentar, que garante a liberdade de expressão no exercício do mandato, protegendo-a contra processos por opiniões manifestadas no decorrer de suas atividades legislativas e políticas.

Contexto político das declarações

As declarações que motivaram a ação de Bolsonaro ocorreram em um período de intensa polarização política no Brasil, marcado pela campanha eleitoral de 2022.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Senador teria alertado André Valadão para não retornar ao Brasil em janeiro de 2026

O termo “genocida” foi frequentemente utilizado por opositores de Bolsonaro para criticar a condução do governo federal durante a pandemia de Covid-19, especialmente em relação às políticas sanitárias e ao alto número de mortes registradas no país.

A associação feita por Gleisi Hoffmann, por sua vez, remete a um episódio de violência ocorrido em 2022, onde um apoiador de Bolsonaro teria agido após uma discussão política, resultando na morte de um homem. A deputada utilizou o caso para criticar o ex-presidente e o clima de polarização.

O arquivamento da ação pelo STF reforça o entendimento de que declarações feitas em contexto de debate político, mesmo que contundentes, podem não configurar crime, especialmente quando amparadas por garantias constitucionais como a imunidade.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Conselho da Paz de Trump: Brasil avalia convite enquanto mais de 20 países confirmam adesão

Fonte: G1

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!