Ministro de Relações Institucionais critica rejeição de Jorge Messias ao STF e vê 'questão política'

Ministro de Relações Institucionais critica rejeição de Jorge Messias ao STF e vê ‘questão política’

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), expressou forte descontentamento com a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado. Em entrevista à CNN Brasil, Guimarães afirmou que a Casa Alta “rejeitou um evangélico nato”, ressaltando que, em sua visão, Messias é uma das […]

Resumo

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), expressou forte descontentamento com a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado.

Em entrevista à CNN Brasil, Guimarães afirmou que a Casa Alta “rejeitou um evangélico nato”, ressaltando que, em sua visão, Messias é uma das “maiores personalidades e mais preparadas do mundo jurídico brasileiro”.

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Rejeição vista como política

O ministro petista enfatizou que a não aprovação de Messias não se deu por questões técnicas ou de preparo, mas sim por motivos estritamente políticos.

“Ele não foi rejeitado de um ponto de vista técnico, foi evidentemente uma questão política”, declarou Guimarães, indicando um possível embate entre o Executivo e o Legislativo.

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Diálogo com o Senado e nova indicação

Ainda em relação à composição do STF, José Guimarães informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não se manifestou sobre uma nova indicação para a vaga.

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A orientação, segundo o ministro, é de “retomar o diálogo” com o Senado, com conversas previstas para ocorrer após o retorno de Lula de sua viagem aos Estados Unidos.

O presidente Lula viajou nesta quarta-feira (6.mai.2026) para um encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington, na Casa Branca, com previsão de retorno ao Brasil no mesmo dia.

Derrotas consecutivas do Planalto

A rejeição de Jorge Messias ao STF representa a segunda derrota consecutiva do governo no Congresso Nacional em um curto espaço de tempo.

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Em 29 de abril, o nome de Messias foi rejeitado pelo Senado. No dia seguinte, 30 de abril, o Congresso derrubou um veto presidencial referente ao Projeto de Lei da Dosimetria, que concede benefícios a condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Abrandamento de tensões

Após as derrotas, aliados do presidente Lula chegaram a cogitar retaliações contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Contudo, o clima de tensão parece ter diminuído nas últimas horas.

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O ministro da Defesa, José Múcio, reuniu-se com Alcolumbre na terça-feira (5.mai), e o próprio José Guimarães teve um encontro com o senador nesta quarta-feira (6.mai).

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), também sinalizou a intenção do governo de evitar um “vingança” ao Congresso Nacional, buscando recompor as relações institucionais.

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Fonte: CNN Brasil

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