O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia nacional antiterrorismo, definindo o combate aos cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental como prioridade máxima de sua administração. A divulgação ocorre em um momento crucial, antecedendo a visita oficial do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, à Casa Branca, onde a segurança pública e o combate ao crime organizado figuram como temas centrais na agenda.
Estratégia Abrangente com Foco no Ocidente
A Casa Branca apresentou o documento de 16 páginas, que atualiza a estratégia de segurança nacional americana e consolida o continente americano como eixo central da política externa e de segurança dos EUA. Trump declarou veementemente que não tolerará conspirações de cartéis, grupos jihadistas ou governos que os apoiem contra cidadãos americanos, garantindo que terroristas de qualquer natureza não encontrarão refúgio seguro nos Estados Unidos.
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Sebastian Gorka, principal assessor de contraterrorismo da Casa Branca e arquiteto da nova estratégia, ressaltou o impacto devastador do tráfico de drogas nos EUA. Segundo ele, o número de americanos mortos por substâncias ilícitas distribuídas por cartéis já supera o total de militares americanos falecidos em conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, justificando a mudança de foco.
Cooperação e Pressão na América Latina
A nova política prevê a intensificação de operações de interdição marítima, rastreamento financeiro de organizações criminosas e o fortalecimento da cooperação internacional para desmantelar redes ligadas tanto ao narcotráfico quanto ao terrorismo. Gorka enfatizou que os EUA buscarão estrangular os fundos ilícitos e rastrear embarcações de tráfico para impedir mortes em larga escala.
A administração Trump tem demonstrado um compromisso crescente com a região nos últimos meses, com ações como a pressão pela saída de Nicolás Maduro na Venezuela, operações militares contra embarcações suspeitas de ligação com cartéis e uma postura mais assertiva em relação ao governo cubano. O governo americano também tem exercido pressão sobre líderes regionais para uma colaboração mais estreita no combate a cartéis e gangues transnacionais, consideradas por Trump uma ameaça inaceitável à segurança hemisférica.
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Encontro Biden-Lula e Potenciais Desdobramentos
O encontro entre Trump e Lula em Washington, agendado para esta quinta-feira (7), ganhará contornos de maior relevância com a divulgação desta nova estratégia. Enquanto Trump deve abordar o combate aos cartéis, Lula poderá buscar um recuo na ideia de equiparar facções criminosas brasileiras a organizações terroristas, um ponto que pode gerar divergências diplomáticas.
Além do foco em cartéis, a estratégia antiterrorismo americana contempla ações contra grupos militares islâmicos com capacidade de atacar os EUA, a neutralização de grupos políticos violentos com ideologias antiamericanas, pró-transgênero ou anarquistas, e a prevenção da aquisição de armas de destruição em massa por atores não estatais. Gorka adiantou que haverá reuniões com aliados para discutir o fortalecimento das estratégias de contraterrorismo, sinalizando que a seriedade dos parceiros será medida pela sua contribuição.
Fonte: G1
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