Minas Gerais Lidera Ranking de Pior Segurança Rodoviária no Sudeste, Aponta CNT

Minas Gerais Lidera Ranking de Pior Segurança Rodoviária no Sudeste, Aponta CNT

Minas Gerais figura na posição mais crítica em segurança rodoviária entre os estados do Sudeste. Um estudo recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), intitulado “Painel Rodovias que Perdoam”, aponta que quase um terço das estradas mineiras apresenta um índice de segurança baixo, o que aumenta significativamente o risco de fatalidades e ferimentos graves em […]

Resumo

Minas Gerais figura na posição mais crítica em segurança rodoviária entre os estados do Sudeste. Um estudo recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), intitulado “Painel Rodovias que Perdoam”, aponta que quase um terço das estradas mineiras apresenta um índice de segurança baixo, o que aumenta significativamente o risco de fatalidades e ferimentos graves em eventuais sinistros.

Diagnóstico Alarmante nas Vias Mineiras

O levantamento detalha que apenas 22,4% das rodovias mineiras atingem um alto índice de segurança. Em contrapartida, 46,7% se encontram em um nível intermediário, e preocupantes 30,9% estão na faixa mais crítica, oferecendo proteção insuficiente aos motoristas. O índice “rodovia que perdoa” avalia a capacidade de uma via em minimizar a gravidade de acidentes, considerando fatores como acostamento, sinalização e barreiras de proteção.

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Falta de Investimento e Impacto Econômico

A CNT atribui o cenário à carência de investimentos contínuos em manutenção e segurança. Essa precariedade não se reflete apenas no número de acidentes e perdas de vidas, mas também gera um impacto financeiro considerável. O custo operacional para trafegar em rodovias em más condições em Minas Gerais aumenta em média 34,8%, afetando diretamente a economia estadual e nacional, uma vez que o transporte é um pilar fundamental da produção e movimentação de pessoas no país.

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Comparativo Regional e Desigualdades

Embora regiões do Norte e Nordeste apresentem percentuais maiores de rodovias com baixo índice de segurança, o destaque negativo para Minas Gerais reside em sua posição dentro do Sudeste, a região economicamente mais desenvolvida do Brasil. O contraste com São Paulo, que lidera em segurança rodoviária na região, é notório. O estado paulista ostenta 67,6% de sua malha viária com alto índice de segurança, enquanto Minas Gerais registra apenas 22,4%.

Principais Deficiências nas Rodovias Mineiras

O estudo da CNT evidencia uma série de falhas generalizadas na infraestrutura rodoviária de Minas Gerais:

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  • 65,4% das rodovias apresentam algum tipo de problema (pavimento, sinalização ou geometria).
  • 46,4% da geometria das vias é classificada como ruim ou péssima.
  • 55,1% dos trechos carecem de acostamento.
  • 25,3% das curvas perigosas carecem de sinalização adequada.
  • 87,9% da malha é composta por pista simples, aumentando o risco de colisões frontais.

Adicionalmente, foram identificados 138 pontos críticos em rodovias mineiras, incluindo buracos, erosões, pontes estreitas e quedas de barreiras, que representam perigos iminentes aos usuários.

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Extensão da Malha e Necessidade de Investimentos

Com a maior malha rodoviária do Brasil, totalizando aproximadamente 272 mil km, Minas Gerais enfrenta desafios adicionais em manutenção e modernização. O intenso fluxo de cargas e passageiros, devido à posição estratégica do estado, também contribui para o desgaste das vias. A CNT estima a necessidade de R$ 15,84 bilhões para a recuperação da malha rodoviária mineira pesquisada, um valor consideravelmente superior aos investimentos realizados anualmente.

Rodovias Concedidas vs. Públicas

O levantamento também aponta uma disparidade significativa entre rodovias concedidas à iniciativa privada e aquelas sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). As rodovias concedidas, que tendem a receber investimentos mais constantes, demonstram maior capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes. No entanto, mesmo entre elas, nem todas apresentam desempenho ideal, com apenas 8 de 25 rodovias concedidas em Minas Gerais possuindo mais de 50% de seus trechos em alto nível de segurança.

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Posicionamentos Oficiais e Recomendações

O Dnit informou que, em abril de 2026, 90% das rodovias federais sob sua gestão em Minas Gerais apresentavam condições adequadas de tráfego, segundo seu Índice de Condição da Manutenção (ICM). Já o DER/MG prevê investir R$ 800 milhões em manutenção e conservação das rodovias estaduais em 2026. A CNT reforça a necessidade de ampliar investimentos em segurança viária, com medidas como implantação de acostamentos, melhoria da sinalização e correções geométricas, além do mapeamento de trechos críticos para direcionar recursos de forma mais eficiente.

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As Rodovias Mais Perigosas de Minas

O estudo da CNT identificou oito rodovias em Minas Gerais com 100% de seus trechos classificados como de baixo nível de segurança, tornando-as as mais perigosas do estado:

  1. BR-464 (Triângulo Mineiro e Sul de Minas)
  2. LMG-633 (Norte de Minas)
  3. LMG-820 (Zona da Mata e Vale do Rio Doce)
  4. MG-114 (Vale do Jequitinhonha)
  5. MG-308 (Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha)
  6. MG-449 (Sul de Minas)
  7. MG-605 (Norte de Minas)
  8. MG-677 (Vale do Jequitinhonha)

A resolução desse grave problema de segurança nas estradas mineiras exige um compromisso firme com investimentos e a implementação de melhorias estruturais urgentes.

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Fonte: G1

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