O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou forte irritação com a recusa da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, em se candidatar ao governo de Minas Gerais. A decisão da petista, que prefere focar em uma possível candidatura ao Senado, criou um impasse significativo para o PT no estado mais importante do país após São Paulo.
Impasse mineiro no PT vira piada nacional
A dificuldade do PT em Minas Gerais em encontrar um nome competitivo para o Palácio Tiradentes chegou a ser motivo de chacota em uma reunião da Executiva Nacional do partido em Brasília. Diante da insistência de Marília Campos em não disputar o governo, um dirigente brincou que o nome do candidato petista deveria ser “Próprio”, ironizando a falta de um nome definido para compor o palanque de Lula no estado.
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Marília Campos defende aliança ampla e critica candidatura própria
A ex-prefeita de Contagem argumenta que a conjuntura política mineira e os desafios eleitorais de 2026 exigem a construção de uma frente ampla. “O caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL, PDT e outras forças que sustentam o governo federal”, declarou Marília Campos. Ela também demonstrou proximidade com Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB ao governo, o que desagradou parte da bancada mineira do PT.
Outros nomes e a dificuldade de articulação em Minas
Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e filiado ao PDT, também foi sondado, mas declinou da possibilidade de se aliar ao PT para o governo estadual, alegando que pretende construir sua própria candidatura. O deputado federal Paulo Guedes chegou a ser cogitado, mas a homonímia com o ex-ministro de Bolsonaro gerou ressalvas. Reginaldo Lopes, outro deputado federal, é visto como uma alternativa, embora resista à ideia de um “sacrifício” eleitoral.
O peso de Minas Gerais nas eleições presidenciais
A importância de Minas Gerais nas eleições presidenciais é histórica. Desde a redemocratização, o estado tem sido um termômetro político crucial, com vitórias no Palácio Tiradentes frequentemente se refletindo na disputa pelo Planalto. A única exceção notável foi em 1950, quando Getúlio Vargas, apesar de perder em Minas, conseguiu vencer nacionalmente.
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Direita também enfrenta desafios na definição de candidatos em Minas
O cenário eleitoral mineiro não é simples apenas para o PT. A direita também enfrenta dificuldades na definição de seus postulantes. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ainda não confirmou sua candidatura, enquanto o governador Romeu Zema (Novo) já declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, mas a aliança para o governo estadual ainda é incerta.
Divisão sobre o Fundo Eleitoral e o cenário nacional
A discussão sobre os palanques estaduais se estende à divisão do Fundo Eleitoral, que soma mais de R$ 615 milhões para o PT. Há divergências sobre o rateio, com diretórios estaduais buscando privilegiar determinados nomes. O cenário de indefinição em Minas Gerais reflete um padrão nacional, onde o PT ainda busca consolidar apoios estratégicos para a campanha presidencial de Lula.
Fonte: G1
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