O empresário Luciano Hang, fundador da rede Havan, defendeu um modelo de país mais descentralizado durante entrevista ao Grupo ND. Na avaliação dele, o Brasil deveria adotar uma estrutura semelhante à dos Estados Unidos, com maior autonomia para estados e municípios definirem regras relacionadas à economia, educação, segurança e outras áreas.
A entrevista foi concedida nesta sexta-feira (26) ao repórter Alexandre Mendonça, na sede da Havan, na cidade de Brusque, em Santa Catarina.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Segundo Hang, o atual modelo de política brasileiro concentra excessivamente as decisões em Brasília e reduz a capacidade dos estados de desenvolver soluções adequadas às suas próprias realidades.
“A República Federativa do Brasil deveria ser uma verdadeira federação, onde cada estado tivesse o poder de legislar sobre sua economia, sobre a parte criminal, sobre a parte educacional”, afirmou.
Para o empresário, a diversidade econômica, cultural e social do país torna inadequada a adoção de regras uniformes para todas as regiões.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
“Cada estado é um estado, cada cidade é uma cidade. Cada uma tem suas tradições, suas realidades e seus desafios”, disse.
Balneário Camboriú como exemplo de sucesso
Durante a entrevista, Hang citou Balneário Camboriú como um exemplo de desenvolvimento impulsionado pela parceria entre iniciativa privada e poder público.
Segundo o empresário, a cidade apostou em políticas favoráveis ao empreendedorismo e à expansão imobiliária, o que teria contribuído para seu crescimento econômico nas últimas décadas.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
“Balneário Camboriú acreditou que o empresariado podia fazer diferente. Empresários e poder público pensando em fazer melhor”, afirmou.
Na visão de Hang, o modelo adotado no município acabou influenciando cidades vizinhas, como Itapema, Porto Belo, Penha e Balneário Piçarras, que também passaram a registrar forte expansão imobiliária e econômica.
Menos burocracia e mais liberdade econômica
Hang também associou o desenvolvimento de Santa Catarina à liberdade econômica e criticou o excesso de burocracia no país.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Para ele, a ampliação da máquina pública dificulta investimentos e atrasa o crescimento.
“A burocracia é a mãe da corrupção e responsável pelo atraso do nosso país. Os burocratas inventam moda e vivem da burocracia”, declarou.
O empresário afirmou acreditar no liberalismo econômico como caminho para estimular investimentos e geração de renda.
“Eu acredito no liberalismo econômico. O que é isso? É menos burocracia, menos estado, mais o cidadão. Que as pessoas possam sonhar, fazer planejamento, acreditar e realizar”, disse.
Ao defender maior autonomia regional, Hang argumentou que estados e municípios teriam melhores condições de criar políticas alinhadas às suas necessidades específicas.
Para ele, dar mais liberdade para empreendedores e gestores locais favorece o crescimento econômico e amplia as oportunidades de desenvolvimento.
“Se você dá liberdade para as pessoas produzirem, construírem, sonharem e realizarem, quem ganha é o município”, completou.
Fonte: Grupo ND
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO