O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que intensificará a pressão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao financiamento do filme “Dark Horse”. A partir de agora, Farias promete realizar uma cobrança diária nas redes sociais para que o parlamentar explique o repasse de R$ 61 milhões feito pelo Banco Master para a produção cinematográfica, que retrata a biografia de Jair Bolsonaro.
Cobrança Diária e Acusações
Em um vídeo divulgado na rede social X (antigo Twitter), Lindbergh Farias declarou: “Todo dia nós vamos anunciar quantos dias o Flávio Bolsonaro está em silêncio e não dá explicações para o povo brasileiro.” Ele ressaltou que já se passaram 49 dias desde que o senador foi questionado sobre os valores.
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O petista levantou suspeitas sobre o destino do dinheiro, afirmando que ele “não foi para fazer filme, foi para sustentar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, para bancar a viagem dele na Copa, usar esse dinheiro para conspirar nos Estados Unidos contra os interesses do Brasil”.
Investigações e Conexões
O caso envolve o Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, administrado pelo advogado Paulo Calixto, aliado de Eduardo Bolsonaro. A produtora do filme, Go Up Entertainment, tem como sócia Karina Ferreira Gama, representante do Instituto Conhecer Brasil.
Lindbergh Farias informou que solicitou mais esclarecimentos à produtora e que, apesar da promessa de apresentação de prestação de contas sobre os R$ 61 milhões recebidos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nenhuma explicação foi fornecida.
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Operação Compliance Zero
Daniel Vorcaro está detido e busca colaboração premiada com a Justiça. Ele é investigado pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema de fraudes financeiras com movimentação de ao menos R$ 12 bilhões.
O Papel de Eduardo Bolsonaro
Mensagens reveladas em maio indicam que Eduardo Bolsonaro discutiu o financiamento do filme “Dark Horse” com Daniel Vorcaro, por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. O ex-deputado teria pedido o envio do “máximo” de recursos para os Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro inicialmente negou ter aplicado dinheiro no projeto ou atuado como produtor-executivo, alegando ter cedido apenas seus direitos de imagem. Posteriormente, em vídeo, admitiu ter investido R$ 350 mil (cerca de US$ 50 mil), provenientes da venda de um curso, e disse ter recebido o valor de volta, sem detalhar a origem ou o método da restituição.
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Ele também reconheceu que seu nome apareceu como produtor-executivo em um contrato antigo, mas afirmou ter deixado a posição após se mudar para os EUA, limitando sua participação à cessão de direitos de imagem.
Fonte: 247