Jaques Wagner: Relação com Alcolumbre 'estremeceu' após derrota de indicado de Lula para o STF

Jaques Wagner: Relação com Alcolumbre ‘estremeceu’ após derrota de indicado de Lula para o STF

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), admitiu que sua relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sofreu abalos após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em declarações ao Bahia Notícias, Wagner atribuiu o estremecimento ao desejo de Alcolumbre de ver […]

Resumo

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), admitiu que sua relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sofreu abalos após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em declarações ao Bahia Notícias, Wagner atribuiu o estremecimento ao desejo de Alcolumbre de ver o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), presidente do Senado em exercício, prevalecer para a vaga no STF.

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“Ele queria o Pacheco e, como sou líder do governo, ele acha que eu tinha que arrancar isso do presidente. E, repito, eu não mando na cabeça do presidente”, declarou Wagner, defendendo sua atuação em prol da indicação de Messias.

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Segundo o líder do governo, a derrota de Messias teve como objetivo prejudicar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, transformando a sabatina em um palco de confronto político.

A votação no plenário do Senado resultou em 42 votos contrários a Jorge Messias, contra 34 a favor. O AGU precisava de, no mínimo, 41 votos para ser aprovado.

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Wagner expressou surpresa com o resultado, afirmando que os cálculos prévios não apontavam para essa possibilidade. “Eu nunca tinha feito uma conta com os nossos assessores de menos de 41 votos”, disse.

Ele denunciou um “trabalho sorrateiro” nos bastidores que, em sua opinião, culminou em um “triste” desfecho para a sabatina.

O senador saiu em defesa de Jorge Messias, descrevendo-o como um “ser humano maravilhoso” e vítima de “ódio político”.

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Apesar de ter adotado uma postura pública de “neutralidade”, Davi Alcolumbre foi apontado como peça chave na articulação contra a aprovação de Messias. Ele teria buscado senadores e estimulado votos contrários, prevendo com precisão o placar da derrota do indicado.

Essa estratégia discreta de Alcolumbre teria dificultado a reação do governo até os momentos finais da votação.

Fonte: Bahia Notícias

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