Hugo Motta critica Dino por bloqueio de R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto e fala em 'intervenção judicial'

Hugo Motta critica Dino por bloqueio de R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto e fala em ‘intervenção judicial’

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), manifestou forte descontentamento com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de determinar o bloqueio de R$ 119 milhões das contas do líder do PL, Valdemar Costa Neto. Lira classificou a medida como uma “indevida intervenção judicial no mérito da atividade típica […]

Resumo

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), manifestou forte descontentamento com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de determinar o bloqueio de R$ 119 milhões das contas do líder do PL, Valdemar Costa Neto. Lira classificou a medida como uma “indevida intervenção judicial no mérito da atividade típica do Parlamento”.

Críticas à decisão do STF

Em nota divulgada neste sábado (11), Lira argumentou que a decisão de Dino se baseia em “inferências” e tenta, segundo ele, “criminalizar a atividade política”. O presidente da Câmara defendeu a legalidade dos procedimentos adotados, afirmando que a alocação das emendas parlamentares está em “plena conformidade com a moldura normativa vigente”.

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Ele ressaltou ainda que as ações seguem os “compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional”.

Defesa de servidores e do PL

Arthur Lira também expressou “confiança no trabalho” dos três servidores da Câmara citados no despacho de Dino. A Polícia Federal (PF) aponta que Valdemar Costa Neto, com o auxílio desses funcionários, teria desviado cerca de R$ 119,2 milhões de 21 emendas parlamentares. A investigação sugere que o líder do PL indicava os beneficiários das verbas em planilhas enviadas aos ministérios responsáveis pela liberação dos recursos.

O presidente da Câmara frisou que a autorização para que as equipes que assessoram os deputados operacionalizem as indicações, seguindo orientações da direção partidária, “insere-se na normalidade do funcionamento administrativo do mandato e não traduz qualquer irregularidade”. A declaração busca reforçar a autonomia do Legislativo na gestão das emendas.

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Contexto político e judicial

A decisão de Flávio Dino ocorre em um momento de intensa articulação política no Congresso Nacional e de vigilância sobre o uso de recursos públicos. O bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, figura proeminente na política brasileira e presidente de um dos maiores partidos do país, adiciona uma camada de tensão às relações entre os poderes.

A atuação do STF em casos que envolvem parlamentares e o uso de emendas tem sido um ponto de debate recorrente. O Legislativo, por meio de seus presidentes, frequentemente busca reafirmar sua prerrogativa na alocação de verbas, enquanto o Judiciário, em sua função de guardião da Constituição, atua em casos de suspeita de irregularidades.

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Fonte: G1

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