Guerra na Ucrânia: Ataques russos e ucranianos deixam mais de 20 mortos em acampamento de férias, shopping e agência de correios

Guerra na Ucrânia: Ataques russos e ucranianos deixam mais de 20 mortos em acampamento de férias, shopping e agência de correios

A Ucrânia e a Rússia trocaram acusações neste sábado (25) sobre ataques que resultaram na morte de pelo menos 20 pessoas em diferentes alvos civis. Bombardeios atingiram acampamentos de férias na região de Zaporizhzhia, parcialmente ocupada pela Rússia, e uma instalação civil em Sumy, no nordeste ucraniano. Os incidentes ocorrem em meio a um alerta […]

Resumo

A Ucrânia e a Rússia trocaram acusações neste sábado (25) sobre ataques que resultaram na morte de pelo menos 20 pessoas em diferentes alvos civis. Bombardeios atingiram acampamentos de férias na região de Zaporizhzhia, parcialmente ocupada pela Rússia, e uma instalação civil em Sumy, no nordeste ucraniano. Os incidentes ocorrem em meio a um alerta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre uma possível ofensiva russa em larga escala nas próximas 48 horas.

Ataques em Zaporizhzhia e Sumy deixam vítimas civis

Autoridades russas afirmaram que ataques ucranianos a acampamentos de férias em Zaporizhzhia, uma região estratégica no sudeste do país, causaram a morte de 12 pessoas, incluindo três crianças. Outras 14 pessoas ficaram feridas. A Ucrânia não comentou o incidente diretamente. No mesmo dia, um ataque de drone russo atingiu um shopping center na mesma região, provocando um incêndio de grandes proporções e deixando feridos, segundo o chefe regional ucraniano Ivan Fedorov.

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Em Sumy, autoridades locais relataram que um ataque de drone russo atingiu uma agência dos correios, matando três motoristas. O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, alegou ter atingido um “local de armazenamento e lançamento” de drones ucranianos na região. Outras duas mortes foram reportadas em ataques russos na parte ocupada da região de Kherson.

Alerta de ofensiva russa e incursões em espaço aéreo da OTAN

O presidente Volodymyr Zelensky alertou em seu pronunciamento na noite de sexta-feira (24) que relatórios de inteligência indicam que a Rússia está preparando mísseis para um ataque em larga escala, com sinais de que a ofensiva pode ocorrer nas próximas 48 horas. O alerta surge um dia após um grande ataque russo perto da capital Kiev, que deixou pelo menos 10 mortos e quase 100 feridos, demonstrando um ciclo de retaliações que agrava a situação humanitária e as esperanças de um fim diplomático para o conflito, que já ultrapassa quatro anos.

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A tensão se estende para além das fronteiras ucranianas. Neste sábado, o Ministério da Defesa da Romênia informou que suas forças abateram um drone que invadiu o espaço aéreo do país em uma área desabitada perto da fronteira com a Ucrânia. Este é o segundo incidente do tipo em poucos dias, elevando preocupações sobre a segurança de países membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, a Romênia tem registrado incursões de drones, incluindo um incidente em junho onde um drone marítimo ucraniano explodiu no porto de Constanța e, em maio, um drone russo atingiu um prédio residencial no leste do país, ferindo duas pessoas.

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Contexto e Repercussões Internacionais

Os ataques e o alerta de Zelensky intensificam a crise humanitária e geopolítica iniciada pela invasão russa. A Ucrânia, com apoio de países ocidentais e da OTAN, tem resistido à agressão, enquanto a Rússia busca consolidar seu controle sobre territórios ocupados. A escalada da violência e os incidentes em áreas civis reforçam o apelo por soluções diplomáticas, mas a contínua troca de ataques diminui as perspectivas de um cessar-fogo iminente.

A expansão do conflito para o espaço aéreo de países vizinhos, como a Romênia, acende um sinal de alerta para a OTAN, que busca equilibrar o apoio à Ucrânia com a necessidade de evitar uma escalada direta com a Rússia. A União Europeia e os Estados Unidos continuam a impor sanções à Rússia e a fornecer assistência militar e financeira à Ucrânia, numa tentativa de conter a agressão russa e restaurar a soberania ucraniana.

Fonte: G1

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