Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu ter recebido pagamentos de uma lobista amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A revelação, divulgada inicialmente pelo Poder360 e confirmada por outras reportagens, aponta que Marcola recebia contas a pagar da lobista Roberta Luchsinger.
Em troca desses pagamentos, Marcola teria facilitado o acesso de Roberta Luchsinger a autoridades do Ministério da Saúde. A jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico, detalhou que a contrapartida para os depósitos feitos pela lobista foi a intermediação para que ela pudesse contatar Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta e hoje chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do gabinete de Lula.
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A ligação entre Roberta Luchsinger e Marcola teria sido estabelecida por Lulinha e sua esposa, Renata, amigos próximos da lobista. Imagens em redes sociais indicam que Lulinha e Renata chegam a passar férias com Roberta.
Marcola relatou a integrantes da campanha de Lula que, inicialmente, recusava a ajuda financeira de Roberta Luchsinger, mas acabou cedendo. Ele informou que recebia os pagamentos via WhatsApp e que nunca recebeu dinheiro diretamente dela.
A relação entre Marcola e a lobista veio à tona após o quebramento do sigilo do celular de Roberta Luchsinger, que revelou as mensagens trocadas entre eles. Diante da situação, o presidente Lula teria determinado o afastamento de Marcola de suas funções.
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Marcola deixou formalmente o Palácio do Planalto em 21 de julho. Após sua saída, ele buscou formas de regularizar a situação dos valores recebidos, chegando a cogitar um contrato de mútuo retroativo. No entanto, Roberta Luchsinger tem se recusado a assinar tal documento.
Em nota divulgada posteriormente, Marcola reconheceu o recebimento de R$ 249 mil, classificado por ele como um empréstimo pessoal já quitado, e negou ter cometido ilegalidades. Ele também mencionou que contatos entre Roberta e o Ministério do Desenvolvimento Social, sob titularidade de Wellington Dias, resultaram em uma licitação vencida por um cliente da lobista, mas que este contato não teria sido mediado por ele.
A campanha de Lula enfrentou apreensão com a divulgação da notícia, especialmente em meio a investigações que envolvem o filho do presidente. A defesa de Fábio Lula da Silva peticionou contra o vazamento de dados sigilosos e a divulgação de áudios entre Lulinha e Roberta.
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O quebramento do sigilo do celular de Roberta Luchsinger foi autorizado pelo ministro André Mendonça, que também autorizou buscas em endereços ligados a familiares do senador Weverton Rocha e ao advogado Willer Tomaz. Este último possui relações mais próximas com o principal adversário de Lula nas eleições.
Fonte: Poder360