Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, enfrentará um julgamento por suspeitas de tráfico de influência, corrupção nos negócios, uso indevido de propriedade e desvio de recursos públicos.
A decisão foi anunciada neste sábado (20.jun.2026) em Madri pelo juiz Juan Carlos Peinado. O magistrado também impôs a proibição de Gómez deixar o país, exigindo a retenção de seu passaporte.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Investigação foca em suposto favorecimento a empresas
As investigações buscam determinar se Begoña Gómez utilizou sua proximidade com o chefe de governo para favorecer interesses privados. O caso centraliza-se em um curso de mestrado na Universidade Complutense de Madri.
Gómez codirigia uma cátedra ligada ao programa, que desenvolvia projetos em parceria com empresas. A acusação alega que ela teria empregado recursos públicos, contatos pessoais e sua influência para beneficiar essas corporações.
A esposa do primeiro-ministro espanhol também é investigada pela suposta apropriação indevida de um sistema desenvolvido para a cátedra. Há ainda suspeitas sobre o uso de uma assessora paga com verbas estatais para atividades do projeto.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Cartas de recomendação e envolvimento de empresário
A Justiça apura também se Begoña Gómez emitiu cartas de recomendação para o empresário de tecnologia Juan Carlos Barrabés. O objetivo seria favorecê-lo em licitações públicas.
Barrabés, que era parceiro de Gómez no projeto universitário, também será processado por tráfico de influência e corrupção. Ele é um dos alvos centrais das investigações.
Defesa nega irregularidades e recorre de medidas cautelares
A defesa de Begoña Gómez refuta todas as alegações de irregularidades. Recorrerá das medidas cautelares impostas, incluindo a proibição de sair do país e a retenção do passaporte.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Contexto político: pressão sobre o governo Sánchez
O processo contra Begoña Gómez adiciona pressão ao governo de Pedro Sánchez, em um cenário já marcado por outras investigações envolvendo membros e ex-membros do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).
Embora o primeiro-ministro não seja alvo direto das investigações, as apurações criam um ambiente político delicado. Entre os investigados está José Luis Ábalos, ex-ministro dos Transportes, suspeito de envolvimento em esquema de propina na compra de máscaras durante a pandemia.
Outros contratos públicos e esquemas de influência ligados a aliados de Sánchez também estão sob escrutínio judicial. O primeiro-ministro tem defendido que essas investigações fazem parte de uma campanha política orquestrada para desestabilizar sua gestão.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A Espanha vive um momento de intensa fiscalização sobre a atuação de figuras públicas e seus familiares, refletindo um combate à corrupção que atinge diferentes esferas do poder.
Fonte: {{fonte_original_detectada}}