O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) destacou neste sábado (15) a autonomia da Polícia Federal (PF) para investigar casos, incluindo a operação deflagrada na última quinta-feira (13) contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Congresso.
Alckmin afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saberá lidar com a crise gerada pelas suspeitas que recaem sobre Wagner, alvo da Operação Compliance Zero. O senador é investigado por suposto envolvimento no caso Master, com indícios de recebimento de vantagens indevidas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
“O presidente Lula vai conduzir bem a questão e quero destacar o exemplo do governo com o espírito republicano. A Polícia Federal tem total independência para cumprir o seu trabalho”, declarou Alckmin a jornalistas durante agenda em Dom Aquino (MT), segundo informações do Valor Econômico.
Futuro de Wagner no Planalto segue indefinido
O futuro de Jaques Wagner na liderança do governo no Congresso Nacional ainda está em aberto e deve ser definido em um encontro presencial com o presidente Lula no início da próxima semana. A situação tem gerado divisões dentro do Palácio do Planalto e entre aliados do governo no Congresso.
Há uma pressão por parte de setores do governo para que o senador seja afastado da função, dada a gravidade das suspeitas. No entanto, outros defendem que Wagner permaneça no cargo até que haja uma decisão judicial que o impeça.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Wagner mantém cargo e minimiza tensão com Lula
Em entrevista à BandNews na quinta-feira (13), o próprio senador Jaques Wagner afirmou que permanece na liderança do governo até que o presidente Lula solicite sua saída. Ele expressou confiança de que o presidente não tomará essa medida, mas ressaltou que, caso ocorra, respeitará a decisão.
“Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça que eu me retire. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, disse Wagner.
Independência da PF e o contexto republicano
A declaração de Alckmin reforça a postura do governo em não interferir nas investigações conduzidas pela Polícia Federal, um ponto considerado crucial para a manutenção do que o Planalto chama de “espírito republicano”. A autonomia das instituições, incluindo a PF, tem sido frequentemente defendida pelo presidente Lula.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A Operação Compliance Zero mira suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas a supostas negociações para facilitação de decisões em órgãos públicos. O caso Master envolve investigações sobre irregularidades em licitações e contratos.
Fonte: Valor Econômico