Cuba considera oferta de US$ 100 milhões dos EUA, mas prefere o fim do embargo para aliviar crise energética

Cuba considera oferta de US$ 100 milhões dos EUA, mas prefere o fim do embargo para aliviar crise energética

O governo cubano expressou nesta quinta-feira (14) que o levantamento do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos seria uma solução mais direta e eficaz para a grave crise energética que assola a ilha caribenha. A declaração do presidente Miguel Díaz-Canel surge após uma oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 498 milhões) […]

Resumo

O governo cubano expressou nesta quinta-feira (14) que o levantamento do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos seria uma solução mais direta e eficaz para a grave crise energética que assola a ilha caribenha. A declaração do presidente Miguel Díaz-Canel surge após uma oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 498 milhões) feita por Washington.

Crise Energética se Agrava

Desde o final de janeiro, Cuba enfrenta um bloqueio energético significativo, atribuído por Havana às restrições impostas pelos EUA. A situação tem levado a cortes de eletricidade generalizados, gerando crescente insatisfação popular.

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Na quarta-feira (14), o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, indicou que o país estaria considerando a aceitação da ajuda americana, sob a condição de que os fundos fossem distribuídos através da Igreja Católica. Essa proposta sinaliza uma tentativa de contornar possíveis desvios ou controle governamental, uma preocupação frequentemente levantada pelos EUA.

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Posicionamentos Divergentes

Os Estados Unidos, por sua vez, argumentam que a crise em Cuba é resultado de uma má gestão econômica interna, e não apenas das sanções impostas. Essa narrativa contrasta com a visão cubana, que aponta o embargo como o principal fator de estrangulamento de sua economia e capacidade de suprimento energético.

Apagões e Protestos

A situação se deteriorou nas últimas horas, com um apagão massivo atingindo o leste de Cuba. A capital, Havana, foi palco de protestos com panelaços na noite anterior, após o anúncio oficial de que as reservas de combustível do país haviam se esgotado. Essa escassez foi diretamente ligada ao embargo energético.

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Impacto Generalizado

Segundo dados compilados pela agência AFP, na última terça-feira, cerca de 65% do território cubano experimentou cortes simultâneos de energia. O Ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, confirmou à televisão estatal que as reservas de combustível estão esgotadas devido à

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